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Polônia reativa abrigo da Guerra Fria em meio à escalada na Ucrânia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Polônia reativa abrigo da Guerra Fria em meio à escalada na Ucrânia

A cidade polonesa de Lublin reativou um abrigo antiaéreo da época da Guerra Fria à medida que a Rússia intensifica os ataques na Ucrânia, com uma mudança simbólica que reflete uma alteração na percepção das ameaças: sua saída de emergência agora está voltada para o oeste, e não para o leste.

A Polônia, que já fez parte do bloco soviético e hoje é membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está em alerta máximo após várias incursões de mísseis e drones russos em seu espaço aéreo.

Moradores das regiões orientais receberam avisos para buscar abrigo durante ataques aéreos russos contra a vizinha Ucrânia ocidental.

Os alertas tornaram-se uma parte cada vez mais comum da vida perto da fronteira.

Na semana passada, uma emissora de televisão regional interrompeu uma transmissão ao vivo por cerca de 20 minutos depois que jornalistas deixaram o local para um abrigo durante um alerta de ataque aéreo.

Um dos abrigos disponíveis durante os alertas recentes é uma instalação modernizada situada sob as dependências da MPK, a operadora municipal de ônibus de Lublin.

Construído em meados da década de 1980, no auge das tensões da Guerra Fria, o local foi reformado para atender aos padrões atuais.

“Ele oferece abrigo para 200 pessoas por até 72 horas, garantindo acesso a ar, água e eletricidade independentemente das redes de energia externas”, disse à Reuters Kamil Rzad, inspetor de defesa civil da MPK Lublin.

As melhorias refletem esforços crescentes para reforçar a preparação da defesa civil durante a guerra da Rússia na Ucrânia.

No entanto, muitos moradores ainda não sabem onde buscariam refúgio caso ocorresse um ataque.

O governo estima que existam cerca de 2.000 abrigos, capacidade suficiente para aproximadamente 300 mil pessoas.

A Polônia também conta com mais de 86 mil locais de refúgio que oferecem um nível menor de proteção — como porões, garagens subterrâneas ou estações de metrô — e que podem acomodar cerca de 23 milhões de pessoas.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou nesta semana que a campanha militar da Rússia na Ucrânia está se aproximando cada vez mais da fronteira com a Polônia, mas que o governo está “totalmente focado” em impedir qualquer transbordamento do conflito para o território do país.