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Uma nova espécie de pinguim é encontrada por pesquisadores pela primeira vez em cem anos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Uma nova espécie de pinguim é encontrada por pesquisadores pela primeira vez em cem anos

Novas espécies de pinguins foram identificadas por pesquisadores pela primeira vez em cem anos em ilhas do hemisfério sul e na península antártica.

Os pesquisadores reclassificaram quatro espécies do complexo do pinguim-gentoo: pinguim-gentoo-do-norte, pinguim-gentoo-do-sul, pinguim-gentoo-do-sudeste e pinguim-gentoo-do-leste. O pinguim-gentoo-do-sudeste nunca havia sido nomeado pela ciência até então.

A descoberta das outras três espécies foi colocada como reclassificação pois já eram conhecidas, mas classificadas em diferentes espécies, com linhagens evolutivas diferentes.

Os pesquisadores realizaram o estudo publicado na revista Communications Biology, que pode ser lido aqui, a partir da análise de dados genéticos de 64 pinguins-gentoo de 10 colônias no Oceano Antártico. A equipe extraiu mais de 4.000 UCEs (Elementos Ultraconservados) dos genomas.

Os cientistas alertam que as espécies estão em risco por conta do aquecimento global, que pode afetar o habitat natural das espécies do hemisfério sul até 2050, sendo necessárias medidas de conservação das espécies.

Distribuição geográfica das quatro espécies de pinguins-gentoo ao redor do Oceano Antártico. Fotografias de pinguins por Daly Noll, Andrea Raya-Rey e Francesco Bonadonna. • Reprodução | Communications Biology

As espécies

O pinguim-gentoo-do-leste, cientificamente chamado de Pygoscelis taeniata, vive na Subantártica, nas ilhas de Crozet, Marion e Macquarie. Ele tem adaptações genéticas por viver em uma região que carece de nutrientes, que deixam sua energia e metabolismo mais eficientes 

Já o pinguim-gentoo-do-norte, chamado de Pygoscelis papua pelos cientistas, vive nas ilhas Malvinas e Martillo, tem mais eficiência para procurar e consumir seus alimentos na água.

Na Antártica, vivem o pinguim-gentoo-do-sul, classificado pela ciência como Pygoscelis ellsworthi, que tem adaptações genéticas relacionadas com as temperaturas polares, tendo maior armazenamento de gordura e geração de calor.

A maior novidade é a descoberta do pinguim-gentoo-do-leste, que os cientistas nomearam também como Pygoscelis kerguelensis, que vive nas Ilhas Kerguelen, uma região isolada no Oceano Índico. 

O gentoo-do-leste nunca havia sido documentado. Ele se destaca principalmente por seu tamanho e combinação genética, que permite que o pinguim tenha uma grande flexibilidade no comportamento e na plasticidade neural, além  de ter uma boa adaptação muscular e uma diferenciação vocal pode atuar como um mecanismo de acasalamento seletivo, reforçando o isolamento reprodutivo entre colônias.

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