O número de mortes no surto de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 4.000, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (2). Enquanto isso, a pior epidemia da história do país resiste aos esforços de contenção.
O surto, causado pela cepa Bundibugyo do Ebola, tornou-se o maior e mais letal no país, superando a epidemia de 2018-2020.
Agora, ele fica atrás apenas do surto de Ebola na África Ocidental de 2014 a 2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou mais de 11 mil na Guiné, na Libéria e na Serra Leoa.
Dados do governo mostraram que o número de mortos subiu para 4.018, e os casos confirmados chegaram a 8.300 em sete províncias.
Mais de 2.000 pacientes se recuperaram da doença.
O governo da RD Congo e a ONU afirmaram no mês passado que havia sinais de que a transmissão estava diminuindo em algumas partes da província de Ituri, onde o surto teve início.
Mas ele continua a se espalhar rapidamente pelo leste do país, inclusive na vizinha província de Kivu do Norte.
A província de Ubangi do Sul, localizada no noroeste, tornou-se a sétima a declarar surto no mês passado, depois que um homem que havia viajado do leste da RD Congo morreu em decorrência do vírus.
Ebola na República Democrática do Congo é o mais mortal da história

