O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quinta-feira (1°), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre se “o embate interno no STF (Supremo Tribunal Federal) fragiliza o processo eleitoral”.
As decisões conflitantes entre o Supremo e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) geraram um intenso debate sobre os possíveis impactos no processo eleitoral brasileiro.
As disputas envolveram temas como a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, a participação de Renan Santos (Missão) no debate presidencial antes do primeiro turno e a permanência do púlpito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate.
Cardozo: embate fragiliza a democracia, não apenas o processo eleitoral
Para Eduardo Cardozo, o conflito institucional não fragiliza apenas o processo eleitoral, mas a própria democracia. “Este embate do judiciário fragiliza a democracia, o que é pior”, afirmou.
Ele também ressaltou que comentários que atacam magistrados sem discutir razões jurídicas contribuem igualmente para esse enfraquecimento.
O comentarista ainda defendeu a participação de Renan Santos (Missão) no debate presidencial sob o argumento democrático. Segundo ele, critérios objetivos para inclusão em debates não podem marginalizar candidatos de partidos novos. “Democracia é democracia, não varia de acordo com as minhas conveniências”, disse.
Bortoletto: mudança de regras durante o jogo gera insegurança jurídica
Leonardo Bortoletto, por sua vez, afirmou categoricamente que o embate interno no STF fragiliza o processo eleitoral. Para ele, alterar regras com o processo em curso gera insegurança jurídica. “Todas as vezes em que a gente muda a regra do jogo com o jogo em curso, nós estamos trazendo insegurança jurídica”, declarou.
O empresário também questionou o momento da intervenção judicial no caso do debate presidencial, destacando que a regra existia há muito tempo e que o próprio Lula já havia declarado que não participaria.
Para Bortoletto, a politização dos tribunais é um problema grave. “Nós precisamos de instituições fortes com pessoas que verdadeiramente estão comprometidas com a lei e não com torcida”, concluiu.

