A Nova Rodovias, plataforma criada pelo grupo Opportunity e por um “pool” de construtoras reunidas na 4UM, pretende entrar na disputa pela concessão da Rota do Pequi.
Com leilão marcado para o dia 11 de dezembro, a Rota do Pequi abrange um trecho de 211 quilômetros da BR-060 e da BR-163, entre Brasília (DF) e Hidrolândia (GO).
A concessão exige R$ 4,3 bilhões em investimentos e inclui a obra do contorno de Goiânia. Trata-se de uma repactuação contratual, no âmbito do TCU (Tribunal de Contas da União), do projeto administrado pela iniciativa privada desde 2014 e posteriormente dividido em três projetos diferentes — esse é o trecho remanescente.
O interesse na Rota do Pequi foi expressado pelo CEO da Nova Rodovias, Marcelo Stachow, em entrevista ao Conexão Infra, programa semanal da CNN.
A empresa já administra as concessões da BR-381 em Minas Gerais, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, e da BR-364 em Rondônia, entre Porto Velho e Vilhena.
“Enxergamos ainda uma série de ativos muito interessantes e ainda estamos longe do nosso voo de brigadeiro”, disse o executivo, acrescentando que a companhia vê com especial atenção projetos com capex elevado e com demanda de tráfego puxada pelo agronegócio.
Stachow explica que a Nova Rodovias alia capacidade de alavancagem, propiciada pelo Opportunity, e experiência técnica em obras de grande porte, fruto das sócias da 4UM — as construtoras JMalucelli, Carioca Engenharia, Aterpa e Senpar.
“A perspectiva é de entrada [na Rota do Pequi]. Já estamos estudando. É um ativo com muita sinergia com aquilo que nós gostamos: agronegócio, equity alto, capacidade de execução. Estamos bastante interessados.”
A Nova Rodovias já havia manifestado disposição em entrar em pelo menos outros três leilões que vem ocorrer nos próximos meses: a Rota 2 de Julho, a Rota Agro Central (Cuiabá-Vilhena) e a BR-163 de Sinop (MT) a Miritituba (PA).

