O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta sexta-feira (2) que o cancelamento do debate da Rede Globo prejudicou sua campanha e disse que sua equipe avalia entrar com um mandado de segurança para pedir o adiamento da eleição em uma semana.
O candidato desembarcou no final desta manhã em Brasília e foi ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar uma reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin.
A jornalistas, Cury declarou que as decisões do Supremo e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) representam uma interferência na liberdade de imprensa. Segundo ele, nenhum ministro, deputado, senador ou o presidente da República pode atrapalhar o andamento do pleito.
O candidato citou uma pesquisa do Instituto Eurásia, segundo a qual, de acordo com ele, apenas 40% dos eleitores sabem que ele é candidato. Disse também que o debate seria uma oportunidade de ser conhecido por mais 20% a 30% do eleitorado antes da votação.
“Isso é fundamental para que elas [as pessoas] pudessem decidir no dia 4 de outubro.”
Perguntado se considera que a eleição já acabou para ele, Cury afirmou que restam poucos dias, mas disse receber apoio por onde passa e que os eleitores apostam em seu projeto de pacificação.
Sobre um eventual segundo turno, voltou a descartar declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

