O WhatsApp lançou novas regras de controle parental que permitem a pais e responsáveis ter mais controle sobre as contas de adolescentes no aplicativo. A novidade já está disponível e pode ser ativada por meio de uma atualização da ferramenta.
Na prática, o recurso funciona por meio da vinculação da conta do adolescente à conta de um adulto responsável. Para ativar o controle, é necessário atualizar o aplicativo, acessar a seção de controle parental e realizar a vinculação entre as duas contas.
O que os pais poderão monitorar
Com a nova funcionalidade ativada, pais e responsáveis poderão controlar quem pode visualizar a foto de perfil do adolescente, quem pode adicioná-lo a grupos e quais status — publicações de fotos feitas dentro do aplicativo — o filho poderá ver. Além disso, será possível saber quem pode visualizar as publicações feitas pelo adolescente.
Outro recurso importante é que o responsável receberá notificações sempre que o adolescente entrar ou sair de um grupo, bem como quando terceiros ingressarem nos grupos dos quais o filho faz parte. Os pais não terão acesso direto ao conteúdo das conversas, mas saberá com quais números o filho está se comunicando.
Senha impede alterações pelo adolescente
Para garantir a efetividade do controle, o responsável poderá criar uma senha que impedirá o adolescente de alterar as configurações definidas para sua própria conta.
O recurso é voltado exclusivamente para adolescentes, uma vez que o aplicativo, em tese, não autoriza o uso por crianças.
Discord também é alvo de ação judicial
Na mesma esteira das medidas de proteção a menores em plataformas digitais, a AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com um pedido na Justiça relacionado ao Discord, parte do qual foi deferido pela Justiça do Distrito Federal.
A decisão determina que o aplicativo pode ser multado em R$ 100 mil por dia caso descumpra as exigências, que incluem garantir a proteção de crianças, adolescentes e mulheres na plataforma.
Entre as determinações, salas banidas por irregularidades não poderão ser recriadas, e o Discord deverá comprovar que está adotando medidas internas de proteção. A decisão judicial também exige que a plataforma implemente, de forma similar ao WhatsApp, a vinculação das contas de adolescentes às de um responsável maior de idade.

