O presidente dos EUA, Donald Trump, viaja para o Texas e Oklahoma nesta quinta-feira para dar início a uma intensa campanha de 32 dias com o objetivo de fortalecer os candidatos republicanos, enquanto seu partido luta para manter as estreitas maiorias no Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro.
Trump quer ser o rosto da campanha do partido para as eleições de meio de mandato, em um momento em que alguns candidatos republicanos não têm certeza se o presidente irá ajudá-los ou prejudicá-los.
Enquanto vários republicanos em disputas acirradas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado dos EUA acolheram com satisfação a decisão de Trump de entrar na campanha, outros têm se mostrado cada vez mais dispostos a romper com ele em questões que estão irritando os eleitores, incluindo a guerra com o Irã e a expansão de data centers que consomem muita eletricidade.
Trump disse aos apoiadores em um evento na Casa Branca na quarta-feira que, até o momento, não havia conseguido divulgar adequadamente seu histórico econômico desde que retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025. O descontentamento dos eleitores com sua gestão na economia impulsionou uma mudança no mapa eleitoral, com algumas cadeiras republicanas antes consideradas seguras agora vistas pelos analistas políticos como disputadas.
O Texas está entre as oito disputas pelo Senado dos EUA classificadas como competitivas. Espera-se que o candidato republicano ao Senado Ken Paxton, procurador-geral do Estado, apareça ao lado de Trump em uma parada ao norte de Dallas, informou a campanha de Paxton.
Observadores políticos estarão atentos a quaisquer interações constrangedoras entre os dois homens após o vazamento de uma gravação em que Paxton diz a um grupo de doadores que a convenção de meio de mandato de Trump, em setembro, prejudicou a ele e a outros candidatos republicanos.
A campanha de Paxton descartou a gravação como “absurdo manipulado”. Trump disse na quarta-feira aos repórteres que não tinha ouvido falar da gravação. “Posso dizer a vocês que a convenção foi incrível”, afirmou ele no Salão Oval.
Trump apoiou Paxton, envolvido em escândalos, em detrimento do senador em exercício John Cornyn nas primárias republicanas, forçando o partido a gastar pesadamente para defender uma cadeira tradicionalmente segura para os republicanos contra o candidato democrata James Talarico.
Espera-se que o presidente divulgue sua agenda tarifária e comercial em Denton durante uma visita à Peterbilt Motors, onde a Casa Branca afirma que as tarifas sobre caminhões da era Trump ajudaram a impulsionar o crescimento do emprego.
O governo afirmou que as tarifas sobre caminhões de Trump permitiram que empresas como a PACCAR, proprietária da Peterbilt, criassem mais de 2.000 empregos em todo o país, incluindo cerca de 1.000 na fábrica do Texas.
No entanto, os custos para abastecer esses caminhões a diesel e a gasolina atingiram recentemente níveis recordes no Texas, decorrentes das repercussões econômicas da guerra com o Irã. O preço do diesel no Texas atingiu um recorde de US$5,97 por galão há duas semanas, e o custo médio da gasolina subiu quase 44%, para US$3,92 por galão, em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a AAA, empresa de análise de viagens.
Após sua parada no Texas, o presidente participará de um comício em Durant, no sul de Oklahoma, Estado onde obteve mais de 66% dos votos na eleição presidencial de 2024.
O Comitê Nacional Republicano, que está organizando o comício, afirmou que o local próximo à fronteira com o Texas foi escolhido, em parte, para atrair apoiadores do vizinho Texas, onde Paxton e Talarico disputam uma vaga no Senado dos EUA.
Na sexta-feira, Trump continuará seus comícios de campanha no Alabama, um Estado conservador igualmente confiável no Sul, que também não apresenta disputas eleitorais de grande destaque.
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