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John Green celebra volta à ficção após 9 anos: “Realmente muito prazeroso”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
John Green celebra volta à ficção após 9 anos: “Realmente muito prazeroso”

O autor John Green, 49, lança nesta quinta-feira (1º) seu novo livro de ficção, “Um Final de Cinema”. Em entrevista à CNN Brasil, o escritor americano falou sobre processo de escrita e retorno ao gênero que o consagrou famoso.

“Estou muito animado para voltar a escrever ficção. Passei muito tempo me perguntando se algum dia escreveria outro romance, e escrever esta história foi realmente muito prazeroso. Isso me lembrou de quando eu tinha 8 anos e escrevia histórias por diversão, não por qualquer outro motivo, e estou muito feliz de tê-la colocado no mundo”, cita.

Na sequência, ele mencionou o que espera despertar nos fãs com a nova obra. “Eu realmente espero que as pessoas levem consigo a sensação de como a arte e o amor podem ser transformadores em nossas vidas. Isso faz parte de como amamos uns aos outros. É parte de como nos tornamos próximos uns dos outros, e o amor que compartilhamos pode realmente nos ajudar a sobreviver.”

A inspiração do livro

O livro conta a história de dois atores em ascensão que precisam lidar com a vida pública e a pressão de construir uma carreira em um ambiente muitas vezes predatório enquanto gravam a cinebiografia sobre o último ano de vida de Andy Warhol. Ao tocar em assuntos delicados, como abuso infantil, o autor desenvolve um enredo tocante, no qual ainda há espaço para o amor florescer em meio aos traumas.

À CNN, John Green ainda revelou qual foi a sua inspiração para a nova trama.

“Eu comecei querendo escrever sobre a economia da atenção, as celebridades e as formas como agora todos nós estamos participando da economia da atenção porque estamos postando no Facebook, no Instagram e em todos os outros lugares. Mas, eventualmente, percebi que realmente queria escrever sobre como passamos por tudo o que temos que passar e como apoiamos uns aos outros durante esse processo. Quando eu estava no início dos meus vinte anos e conheci a pessoa que se tornou minha esposa, quando conheci meus melhores amigos e como foi difícil inicialmente confiar nessas relações, porque o mundo não é confiável. E, ainda assim, como se tornou importante confiar nessas relações”, contextualiza.

Um livro sobre Hollywood pode ganhar uma adaptação em Hollywood?

Apesar de o livro ter sido lançado agora, o autor de adaptações famosas como “A Culpa é das Estrelas”, “Cidades de Papel” e “Quem é Você, Alasca?” menciona que “adoraria vê-lo em uma tela grande um dia”.

“O livro está sendo lançado enquanto estamos falando, então Hollywood ainda não o leu. E quando Hollywood o ler, eu adoraria ter a oportunidade de fazer um filme, desde que seja com pessoas que eu amo e em quem confio. Eu tive muita sorte em Hollywood e trabalhei com os mesmos produtores em todas as adaptações do meu trabalho. E, desde que eu possa trabalhar com essas pessoas em quem confio e que conheço tão bem, ficarei muito feliz em vê-lo na tela grande algum dia.”

Outra curiosidade é que o escritor revelou que não pensa em atores específicos quando está escrevendo e nem mesmo em pessoas específicas.

“Tenho um fenômeno estranho no meu cérebro chamado afantasia, em que não consigo enxergar visualmente, não consigo imaginar nada na minha mente. Eu costumava pensar que todo mundo era assim, mas descobri, quando tinha cerca de 40 anos, que é bastante incomum não conseguir imaginar nada. E então eu nunca imagino personagens da maneira como aparentemente outras pessoas fazem. Eu não os vejo visualmente na minha mente; para mim, tudo é feito de linguagem.”

No Brasil, o livro é lançado pela Editora Intrínseca e já está disponível para venda.

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