O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) ao projeto “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil” que financia grupos da sociedade brasileira que se opõem às medidas do STF (Supremo Tribunal Federal), informou o jornal britânico The Guardian.
Segundo o veículo, o valor seria investido em organizações que são contra o que consideram “abuso de poder judicial e censura” por parte do STF.
O valor faz parte de um pacote de US$ 175 milhões (cerca de R$ 918 milhões) do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano. Além do Brasil, os valores do pacote também seriam destinados a outros projetos pelo mundo, afirmou o jornal.
O Guardian diz que US$ 40 milhões seriam destinados a um fundo anticomunista, um grupo de direitos dos sul-africanos brancos também receberia apoio e aliados ideológicos dos Estados Unidos na Europa entrariam em programas de recompensas.
Em outras medidas contra o STF, o governo americano já sancionou o ministro Alexandre de Moraes, em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky, como punição por supervisionar o julgamento que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, após perder a disputa pela reeleição em 2022.
Washington posteriormente revogou as sanções em dezembro.
Agora, o financiamento aos grupos no Brasil acontece enquanto o governo do presidente Lula vê uma tentativa de interferência de Washington nas eleições brasileiras.
Lula afirmou anteriormente estar “muito preocupado” com possível interferência de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, nas eleições do Brasil, durante entrevista à Christiane Amanpour, âncora da CNN.
“Já há indícios de interferência de inteligência artificial; eu estou muito preocupado com o Marco Rubio, porque o Marco Rubio é muito ligado ao pessoal do bolsonarismo, mas, por enquanto, é só suspeita. Mas se também se meter…”, comentou ele.

