Pesquisas internas das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) indicam que o chamado “pacote de bondades” lançado recentemente não produziu o efeito esperado sobre as intenções de voto.
As medidas anunciadas incluem o reajuste do Bolsa Família, a MP do fim das bets e a promessa de distribuição de canetas emagrecedoras no SUS.
“Essa história de ‘bala de prata’ não está funcionando, pode ter ajudado a parar de cair”, afirmou a âncora Débora Bergamasco durante o CNN 360º desta quinta-feira (1º).
Diante desse cenário, a campanha de Lula avalia intensificar o trabalho de desgaste de Flávio Bolsonaro (PL), especialmente na reta final do primeiro turno e em um eventual segundo turno. “Até agora, a campanha fez pouco isso”, observou Bergamasco.
A âncora relembrou que a falta de ataques a Flávio remete ao período de pré-campanha. Havia o temor de que o senador desistisse da corrida eleitoral, abrindo espaço para a entrada de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como candidato.
“E eles foram adiando, postergando aquele trabalho que as campanhas fazem de tentar desmontar biografia, aumentar rejeição. O tempo foi passando e a campanha do presidente Lula não focou nisso, ao contrário de Flávio Bolsonaro, que sempre atacou muito Lula“, afirmou Bergamasco.
Segundo informações apuradas pela âncora nos bastidores, a estratégia para o segundo turno é retomar declarações polêmicas e situações controversas protagonizadas por Flávio Bolsonaro ao longo de sua trajetória pública.
Guerra de narrativas e confronto de biografias
Além do trabalho de desgaste, a campanha de Lula pretende investir na guerra de narrativas, com foco no confronto de biografias, legados e projetos para o país.
“Lula agora sacou do bolso que Flávio nunca trabalhou, que foi vereador, deputado desde os 20 e poucos anos”, destacou Bergamasco.
O confronto também deve incluir uma análise do histórico legislativo de Flávio, com ênfase no que ele teria ou não aprovado como deputado estadual e senador.

