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Vorcaro depõe à PF e nega prática criminosa da “Turma”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Vorcaro depõe à PF e nega prática criminosa da “Turma”

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, durante o depoimento à PF (Polícia Federal) desta quarta-feira (30), que jamais houve qualquer ato de violência ou intimidação por parte dos grupos chamados de “A Turma” e “Os Meninos” – supostos braços armado e tecnológico do ex-dono do Banco Master.

Em nota, Vorcaro afirma que o contato que tinha com o grupo era contratual e de prestação de serviços. A relação era feita por meio de Luiz Phillipi Mourão, integrante da “Turma” e conhecido como “Sicário” segundo a PF. A defesa também voltou a pedir a revogação da prisão preventiva de Vorcaro para interromper o que chamam de “prisão por razões políticas”.

“O depoimento evidenciou, de forma contundente, que Daniel Vorcaro sempre buscou a adoção de medidas jurídicas e oficiais cabíveis em situações de contrariedade. […] Eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros”, diz a nota.

Os advogados do ex-banqueiro também evocam uma personalidade “pacífica” de Vorcaro e a distinção de sua figura de intimidar adversários e planejar atacar jornalistas. Também defendem que não houve tentativa de fuga de Vorcaro momentos antes da ordem de prisão no dia 17 de novembro de 2025.

A PF entende que o grupo “Os Meninos” teria perfil essencialmente tecnológico e atuariam em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento ilegal de telefones e sistemas de comunicação.

Depoimento de Henrique Vorcaro

Preso desde julho no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, localizado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), o pai de Daniel Vorcaro também prestou depoimento à PF nesta quarta-feira.

Segundo a defesa, as acusações referentes à associação com a “Turma” teriam sido desmentidas por familiares de Luís Phillipe, o “Sicário”, e que nenhum dos atos presentes no processo foram de comando de Henrique ou continham elementos de ameaça.

“Documentos e testemunhos provam que H [Henrique] manteve relações comerciais com três dessas pessoas. Tudo devidamente registrado e documentado. E desde 2021, antes de se saber da existência das ilicitudes apontadas para Daniel. O excesso e a desnecessidade dessa prisão são evidentes! E estamos sem Relator no STF que decida sobre esse verdadeiro absurdo! Ao Min. Mendonça, já pedimos e continuamos sem resposta”, diz a nota da defesa de Henrique.

Henrique Vorcaro enviou ao ministro André Mendonça, com cópia aos demais integrantes da Corte, uma carta em que nega envolvimento com o grupo. Ele contesta a interpretação da PF sobre mensagens de pessoas ligadas ao esquema e afirma que os valores cobrados correspondiam a pagamentos de empreendimentos.

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