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União Europeia estreia em eleição no Brasil, que terá 150 observadores

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
União Europeia estreia em eleição no Brasil, que terá 150 observadores

As eleições deste ano serão acompanhadas pela primeira vez por uma equipe de observadores da União Europeia, que fará uma avaliação da lisura do processo eleitoral brasileiro.

A expectativa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é que um relatório positivo dos europeus dê força à lisura e segurança das urnas eletrônicas.

Ao todo, sete organizações internacionais foram habilitadas pela corte para acompanhar o pleito. Além da União Europeia, também estarão no Brasil a OEA (Organização dos Estados Americanos), o Parlasul (Parlamento do Mercosul), a Liga dos Estados Árabes, a Roaje-CPLP (Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa), a Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais) e a RMJE (Rede Mundial de Justiça Eleitoral).

Segundo fontes do TSE, as equipes estrangeiras já iniciaram o acompanhamento dos preparativos para as eleições e se disseram impressionadas com o nível de organização dos trabalhos da Justiça Eleitoral de todo o país.

Eles participaram, por exemplo, do processo de lacração das urnas e colheram informações sobre o funcionamento do sistema eletrônico de votação, como a impressão de zerésima, um relatório que comprova a fidedignidade do voto dado pelo eleitor em relação ao que é contabilizado para declaração dos vencedores do pleito.

O TSE calcula que as equipes das instituições deverão somar mais de 150 pessoas. A corte observou quatro critérios para decidir quais organizações seriam habilitadas para acompanhar o pleito: quantidade de missões desta natureza já realizadas; demonstração de atuação na área; condições técnicas; e reconhecida experiência e prestígios de seus integrantes.

Segundo o tribunal, 15 entidades não se encaixaram nos critérios estabelecidos e tiveram credenciamento para fazer observação oficial das eleições brasileiras rejeitadas.

Entre elas, estão partidos ultranacionalistas europeus, como o Foro Madrid, ligada ao partido espanhol Vox, e a ADN (Alternativa Democrática Nacional), legenda de Portugal.

A relação também inclui a Transparencia Electoral, sediada na Argentina, e a Eurolat, que tem entre seus integrantes um brasileiro com mandato de vereador em cidade do Texas e defensor do tarifaço imposto por Donald Trump.

O ex-chanceler Ernesto Araújo, que esteve à frente do Itamaraty nos 15 primeiros meses do governo Jair Bolsonaro (PL), foi contratado em 2024 como assessor internacional do Foro Madrid.

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