A divergência entre católicos e evangélicos em relação a Nossa Senhora Aparecida está fundamentada na interpretação das Escrituras Sagradas e no peso atribuído à tradição religiosa.
Para a Igreja Católica, Maria — representada no Brasil pela imagem encontrada no rio Paraíba do Sul em 1717 — recebe veneração e atua como intercessora junto a Deus, prática distinta da adoração prestada exclusivamente à divindade.
Intercessão e o uso de imagens
Por outro lado, as denominações evangélicas defendem que a oração deve ser direcionada apenas a Deus por meio de Jesus Cristo, único intermediário reconhecido por esses grupos.
Embora reconheçam a importância de Maria no Novo Testamento, os evangélicos não atribuem a ela o papel de intercessora por entenderem que essa prática não possui fundamentação bíblica.
Outro ponto de divergência envolve as imagens religiosas. Enquanto os católicos as utilizam como representação visual e auxílio devocional, os evangélicos evitam o uso de esculturas com base na interpretação dos Dez Mandamentos, argumentando que o culto a representações físicas descumpre preceitos contra a idolatria.
Tradição versus doutrina protestante
Essas diferenças refletem vertentes históricas do cristianismo. O catolicismo combina os textos bíblicos com os dogmas da Igreja e a crença na comunhão dos santos, ao passo que as tradições protestantes priorizam a centralidade explícita das Escrituras.

