Diversos órgãos israelenses — incluindo o Shin Bet, o Mossad, as forças armadas e o Ministério dos Transportes do país — estão envolvidos na investigação do incidente com a Flydubai ocorrido nesta quarta-feira (30), disse uma autoridade israelense à CNN.
Uma das principais questões sendo analisadas é por que a tripulação do voo incluía um piloto de um país com o qual Israel não mantém relações diplomáticas, afirmou a autoridade.
Um dos pilotos do voo FZ1073 da Flydubai era de Omã, informaram anteriormente à CNN duas autoridades israelenses. Uma das autoridades afirmou que o piloto omanense era o copiloto, apontado como o autor do ataque.
Omã e Israel não mantêm relações diplomáticas formais. Ainda não está claro como o piloto omanense obteve autorização para voar até Israel.
As autoridades israelenses suspeitam que o incidente possa ter sido uma tentativa de ataque terrorista, segundo dois funcionários israelenses e uma fonte israelense a par da situação.
Um dos funcionários afirmou que informações obtidas pelas autoridades israelenses indicam que o copiloto tentou esfaquear o piloto e que um passageiro israelense ajudou a contê-lo.
O voo que tinha como destino Israel, proveniente dos Emirados Árabes Unidos, foi desviado para a Arábia Saudita após emitir sinais de emergência devido a uma briga entre os pilotos nesta quarta-feira (30).
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, cancelou sua agenda para realizar consultas com as principais autoridades de segurança do país sobre o incidente, informou a fonte.
O comandante e o copiloto da aeronave ficaram feridos e foram levados ao hospital, informou a principal operadora de aviação da Arábia Saudita.

