Os brasileiros estão ampliando suas escolhas dentro da categoria de cervejas. Uma mesma pessoa busca propostas diferentes de acordo com a ocasião, o sabor e suas preferências. A variedade inclui cervejas tradicionais e alternativas zero álcool, sem glúten e de menor caloria.
Para a indústria, essa diversidade significa acompanhar novos hábitos sem perder de vista aquilo que o consumidor já reconhece nos produtos e em nomes presentes há anos no mercado.
Na Ambev, esse processo se apoia em uma frente mais ampla de investimentos. Nos últimos três anos, a companhia investiu mais de R$ 10 bilhões em modernização de cervejarias, tecnologia e inovação de produtos no Brasil, segundo a empresa.
Um exemplo de como esse trabalho chega ao mercado é a Budweiser Zero. A cerveja utiliza tecnologia de desalcoolização e chegou à formulação atual depois de 18 protótipos desenvolvidos pelo Centro de Inovação Tecnológica da Ambev, no Rio de Janeiro.
Portfólio Wellness impulsiona inovação
A Ambev lidera essa categoria com o portfólio Wellness, que reúne bebidas voltadas a diferentes escolhas de consumo, com opções zero álcool, sem glúten e com menos calorias e carboidratos. Fazem parte dele Michelob Ultra, Stella Artois Pure Gold, Corona Cero, Budweiser Zero, Brahma 0,0%, Skol Zero Zero e Spaten Pro.
No segundo trimestre de 2026, o portfólio cresceu cerca de 60% em volume na comparação com o mesmo período do ano anterior. O avanço acompanha a procura dos consumidores por alternativas para diferentes ocasiões.
Essa mudança também aparece nos dados do mercado. Entre as cervejas sem álcool, a participação no volume consumido no país aumentou de 2,5% em 2024 para 3,9% em 2026, segundo a Neogrid. Entre 2022 e 2024, 13 milhões de brasileiros começaram a consumir bebidas sem álcool, de acordo com a IWSR, empresa internacional especializada em dados e inteligência sobre o mercado de bebidas.
Na Ambev, os volumes da categoria cresceram cerca de 30% em 2025 e fecharam o último trimestre daquele ano com alta de 43%. No primeiro trimestre de 2026, o crescimento permaneceu em dois dígitos e chegou a 30% no segundo.
Produtos traduzem novas possibilidades
Alguns lançamentos ajudam a mostrar como a inovação amplia as possibilidades dentro da categoria. Lançada em 2026, Skol Zero Zero é, segundo a Ambev, a primeira cerveja zero álcool e zero açúcar do Brasil. Spaten Pro é zero álcool e tem 10 gramas de proteína por unidade. Já Michelob Ultra tem menos carboidratos e calorias do que a média de outras cervejas e está presente em corridas de rua e no patrocínio da Copa do Mundo.
A inovação também passa por marcas já consolidadas. Corona ganhou uma versão sem álcool, a Corona Cero; Budweiser, a Budweiser Zero; e Stella Artois, a Stella Artois Pure Gold, sem glúten. Brahma e Skol também ampliaram suas linhas com cervejas sem álcool.
A força de nomes conhecidos se combina, assim, à capacidade de inovar e ampliar o portfólio. Stella Artois Pure Gold, por exemplo, ganhou uma garrafa de 600 ml, levando a opção sem glúten a um formato associado ao consumo compartilhado, como na mesa do bar.
Michelob Ultra também registra crescimento. A marca completou 13 trimestres consecutivos de alta no país e, no segundo trimestre de 2026, teve avanço superior a 250% no volume de vendas em relação ao mesmo período de 2025.
Novas escolhas ganham espaço
A ampliação das escolhas aparece nos canais de venda. No Zé Delivery, as cervejas do segmento Wellness já representam cerca de 7% do volume de cervejas vendido pela plataforma. Durante o primeiro mês da Copa do Mundo, Michelob Ultra chegou a mais de 250 mil consumidores pelo aplicativo.
No varejo, a quantidade média de cervejas zero álcool levada a cada compra passou de 4,6 unidades em 2024 para 5,5 em 2026, segundo a Neogrid.
Os dados mostram como novas preferências, inovação e a força de nomes já conhecidos vêm ampliando as possibilidades dentro de uma categoria tradicional. Esse processo ocorre em um período de crescimento do negócio como um todo. No segundo trimestre de 2026, a receita líquida aumentou 6% em relação ao mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado chegou a R$ 8,46 bilhões, alta de 9%, e o lucro líquido cresceu 25%, para R$ 3,5 bilhões.
