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Harvest revê negócio de fertilizantes e aposta em terras raras no Brasil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Harvest revê negócio de fertilizantes e aposta em terras raras no Brasil

A Harvest Minerals está reavaliando o futuro de seu negócio de fertilizantes no Brasil ao mesmo tempo em que amplia sua exposição a terras raras no país. A companhia reduziu de forma significativa a expectativa de vendas do projeto Arapuá para este ano e afirmou que as perspectivas para a divisão permanecem “muito incertas”.

Em paralelo, a mineradora concluiu a aquisição da Scanty Mineração, dona de um portfólio de oito projetos de terras raras em argilas iônicas, distribuídos por 27 direitos minerários. Segundo a Harvest, a operação representa uma nova etapa de sua estratégia voltada a minerais críticos.

A mudança de foco ocorre em meio a um cenário financeiro pressionado para a companhia. Em balanço divulgado nesta quarta-feira (30), a Harvest afirmou que 2026 continuou sendo um ano desafiador para a empresa e para Arapuá, atualmente seu principal projeto operacional.

A companhia vendeu 12.210 toneladas de fertilizantes nos seis primeiros meses do ano. Diante das condições de mercado, reduziu “substancialmente” suas expectativas para o restante de 2026 e passou a projetar vendas anuais de 44 mil toneladas.

Na avaliação da própria empresa, ainda não há clareza sobre qual será o papel do negócio de fertilizantes dentro do grupo nos próximos anos.

“As perspectivas para o negócio de fertilizantes permanecem muito incertas”, afirmou a Harvest no documento.

A empresa acrescentou que continua avaliando “criticamente” o futuro da divisão dentro do grupo.

Aposta em terras raras

Enquanto tenta reorganizar o negócio de fertilizantes, a Harvest vem ampliando sua atuação em minerais críticos.

Em setembro, a companhia concluiu a aquisição de 100% da Scanty Mineração, anteriormente controlada pela australiana Union Star Metals.

A operação incluiu pagamento de A$ 200 mil em dinheiro, emissão de 40 milhões de novas ações da Harvest e até A$ 300 mil adicionais condicionados ao cumprimento de marcos de desenvolvimento.

Com a compra, a companhia passou a controlar oito projetos considerados prospectivos para terras raras em depósitos de argilas iônicas, distribuídos por 27 direitos de exploração.

Segundo a Harvest, a aquisição dá à empresa uma exposição mais ampla ao setor e complementa os trabalhos iniciados em 2025 para avaliar o próprio potencial de terras raras de Arapuá.

A empresa afirma que pretende construir um negócio relevante de terras raras no Brasil a partir de um portfólio que reúna diferentes oportunidades regionais de exploração.

Também em setembro, a Harvest assinou um acordo de cooperação técnico-científica com o SGB (Serviço Geológico do Brasil) para realizar pesquisas relacionadas à ocorrência de minerais considerados críticos ou estratégicos para o país.

A Harvest é uma empresa constituída na Austrália e tem ações negociadas no AIM, mercado da Bolsa de Londres voltado a companhias de menor porte. Atualmente, as receitas operacionais do grupo são geradas no Brasil, onde também estão todos os seus ativos não circulantes.

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