Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) demonstram apreensão diante da possibilidade de exposição do candidato no debate presidencial da TV Globo, marcado para quinta-feira (1º). Segundo apuração da analista de política da CNN Clarissa Oliveira, ao Bastidores CNN, a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no evento pode abrir espaço para críticas diretas a Flávio por parte dos demais candidatos presentes.
Divisão no campo bolsonarista
Clarissa Oliveira aponta que há divergências dentro do próprio campo bolsonarista sobre a estratégia adotada. “Ainda tem divergência dentro do próprio campo bolsonarista sobre essa estratégia que está sendo adotada por Flávio Bolsonaro”, afirmou a analista.
A estratégia de pressionar Lula a comparecer ao debate, segundo a análise, não teria surtido o efeito desejado. Enquanto isso, Romeu Zema (Novo) já foi convidado pela emissora e sua campanha confirmou a participação com satisfação. Já Renan Santos (Missão) ainda buscava uma brecha para integrar o evento.
Risco de uso político do debate
Clarissa Oliveira avalia que alguns candidatos presentes podem aproveitar o debate para “valorizar o seu passe”, endurecendo o discurso em relação a Flávio Bolsonaro como forma de negociar apoio num eventual segundo turno em condições mais vantajosas.
“A pessoa pode utilizar esse debate na televisão como uma forma de dar uma demonstração do que pode fazer, que tipo de estrago pode fazer na campanha de Flávio“, disse a analista.
Outro ponto levantado é que figuras da direita, embora tendam a atuar como linha auxiliar de Flávio, podem surpreender com temas desconfortáveis. A analista também destacou que conversas sobre apoios já ocorrem nos bastidores há algum tempo, a exemplo do diálogo entre a campanha de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema sobre um eventual apoio.

