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À CNN, Pabllo Vittar defende aposta internacional em 7º álbum: “Desafiada”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
À CNN, Pabllo Vittar defende aposta internacional em 7º álbum: “Desafiada”

Pabllo Vittar, 32, lança nesta quinta-feira (1º) “Lost in Lust”, seu sétimo álbum de estúdio. A artista maranhense inicia essa nova fase com foco na carreira internacional, mesclando inglês e espanhol ao longo de 12 músicas que foram inteiramente produzidas por artistas LGBT+ do Brasil.

À CNN Brasil, a drag queen celebrou a nova fase da carreira, que junta o projeto musical inédito, seu DJ set chamado Club Vittar — apresentado como ato de abertura do show de Lady Gaga na praia de Copacabana, em 2025 —, além de seu tradicional show de Halloween, que ocorre anualmente desde 2019.

Ela ainda celebrou a oportunidade de criar um short film para o “Lost in Lust”, com um vídeo que abraça toda a estética musical do projeto.

Confira a entrevista na íntegra:

Não parece ser fácil tirar do papel um projeto audiovisual, ainda mais se tratando de música pop. Como você está se sentindo com o lançamento desse álbum e como foi o processo de produção das músicas?

“Nossa, estou me sentindo a última bolacha no deserto. Foi um desafio muito grande porque é o meu primeiro trabalho todo voltado para o mercado internacional, e eu participei de todo o processo, desde a composição das músicas, a produção musical. E quando a gente decidiu fazer esse short film do álbum, onde traz esse álbum de forma visual, eu me senti muito desafiada, porque vai contra tudo que eu já fiz, que é aquela coisa mais pop, coreografia, luz na cara, e estar bonita, ‘se joga’. Não, ali eu eu pude ser várias coisas, eu pude ser várias vários tipos de Pabllo Vittar e ficou um resultado incrível”.

Cada artista pop no Brasil tem seguido um caminho diferente. Você, por exemplo, decidiu apostar no mercado internacional. Por que esse movimento agora?

“Ah, por que não, né? Eu sempre estou lá fora fazendo shows em festivais, tanto da Europa como dos Estados Unidos e dos outros lugares do mundo. E eu sempre quis ter um álbum que conversasse diretamente com esse público, não só com esse público que tem o inglês como língua materna, mas os fãs de todo mundo que entendem inglês e espanhol. Tem uma forma de ligação, porque eu sinto que o apoio deles com as minhas músicas em português é incrível e é uma forma de retribuir. E eu sei que os fãs brasileiros também vão curtir bastante, então, por que não?”.

Esse álbum foi produzido majoritariamente por artistas e produtores LGBT+. Como foi encontrar esses nomes para o desenvolvimento do álbum?

“Muito fácil, porque eu comecei a ouvir essa galera quando eu comecei o projeto Club Vittar, que é um projeto que eu toco de DJ e meio que toda a música ou remix que eu encontrava era de algum produtor LGBT+. Então, meio que eu falei: ‘Ai, por que não juntar toda essa galera para fazer o meu sétimo álbum?’, que tem tudo a ver com essa estética que a galera já toca, com letras em inglês, em espanhol… Eu me diverti muito e fiz vários amigos”.

Você tem o sonho de produzir músicas com grandes produtores do exterior, famosos pelos hits internacionais que conhecemos por aqui?

“Eu sempre vou procurar olhar para os talentos daqui do Brasil, sabe? Eu acho que a gente tem muita gente que faz coisas incríveis e que estão muito escondidas só nos remixes do Sound Cloud ou de baladas mais underground. Eu acho que a gente tem que voltar os olhos para cá e trazer esses produtores. Lógico que seria um prazer trabalhar com grandes produtores do mundo inteiro, mas eu sempre vou priorizar e trazer a galera daqui do Brasil, que sempre esteve comigo, para os meus álbuns, meus trabalhos”.

Será possível relacionar as músicas novas com seus projetos anteriores, como o ‘Batidão Tropical’ (2021)?

“De alguma forma sim, não só o ‘Batidão Tropical’, mas o ‘Noitada’, o ‘Não Para Não’, o ‘111’… Tem várias coisas ali que se a gente for ver, tem correlações. Eu sempre tenho uma forma muito única de poder fazer música, mas sem esquecer de quem eu sou, do que eu já fiz, mesmo sendo algo muito único que eu nunca fiz antes”.

Você vai começar os seus shows de Halloween daqui a pouco. É muito difícil montar uma setlist que reúna várias músicas icônicas da sua carreira e as músicas novas? Como que vai ser balancear tudo isso em um show?

“É muito difícil. A gente estreia o ‘Halloween da Pablo’ esse ano aqui em São Paulo, no Vibra, em 3 de outubro, e o álbum lança dia 1º. Então, eu vou trazer as músicas do álbum nesse show já. Algumas performando e outras trazendo junto do Club Vittar, onde eu vou tocar as músicas mais eletrônicas. Então vai ser algo muito desafiador, porque eu nunca fiz isso, cantar, depois descer, discotecar e subir, cantar de novo, isso em um curto tempo. Mas vão ser bem legais os shows e eu estou muito animada para esse ano”.

Teve alguma experiência amorosa sua que virou música nesse álbum novo?

“Não, não teve nenhuma experiência amorosa. Acho que a última experiência amorosa que eu tive faz uns dois anos. Mas eu falo muito sobre amor (no álbum), não de casos recentes, mas de casos que eu tenha vivido mesmo”.

Você cantou com a Demi Lovato no palco do Rock in Rio recentemente. Como o convite aconteceu e como foi o encontro com ela?

“O encontro com ela foi incrível. A gente pôde jantar no Rio e trocar ideia e conversar sobre turnê, sobre o show. Sobre essa nova turnê dela, ela me contou várias curiosidades e eu fiquei: ‘Meu Deus’. Porque a gente não vê, né? A gente só vê sempre o artista muito pleno ali. Ah, e ela me contou algumas curiosidades por trás e eu me identifiquei muito.

E o convite veio através dela e do empresário dela com a minha equipe. Eu já queria muito ir no show dessa turnê porque eu amo muito as músicas e o álbum. E foi incrível, porque eu amo ‘Cool For The Summer’, acho que toda gay, toda LGBT+ ama essa música, com certeza. Foi um luxo e um sonho realizado conhecer a Demi Lovato”.

Atualmente, você pode ser considerado o grande representante brasileiro LGBT+ para o mundo. Você se enxerga dessa forma? Você tem noção do seu tamanho?

“Sim, eu tenho essa noção e e sempre busco de uma forma muito respeitosa não levar isso como um peso, porque eu gosto de falar que eu não sou a única voz que leva essa responsabilidade para fora, que carrega essa bandeira. Tem vários outros artistas que estão comigo e pessoas maravilhosas, ativistas da classe que também dão tem uma voz e um alcance incrível. Então eu sou só um de muitos. Gosto de pensar assim”.

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