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Soja se recupera em Chicago com atenção ao avanço da colheita nos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Soja se recupera em Chicago com atenção ao avanço da colheita nos EUA

Depois de uma forte correção na sessão anterior, os contratos futuros de soja em Chicago apresentaram recuperação nesta terça-feira (29), apoiados principalmente por operações de proteção dos investidores e pelo ritmo da colheita nos Estados Unidos. O contrato para entrega em novembro avançou 0,74% e fechou o dia cotado a US$ 12,97 por bushel.

Segundo a Royal Rural, o mercado de grãos entra na sessão mais equilibrado após a queda registrada anteriormente. A colheita norte-americana aparece entre os principais fatores de atenção, com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontando que 17% da soja e 18% do milho já haviam sido colhidos, abaixo dos 20% esperados pelo mercado para as duas culturas.

Apesar do ritmo abaixo das expectativas, o avanço dos trabalhos no campo ainda está próximo da média histórica e não configura um atraso relevante. A questão, segundo a análise, é que a entrada da nova safra no mercado ocorre em um ritmo um pouco mais lento do que Chicago projetava.

O mercado também acompanha as condições climáticas, os alertas de chuva e risco de inundação avançam até Iowa, com acumulados entre 50 e 100 milímetros em algumas áreas. Por enquanto, o cenário representa possibilidade de interrupções regionais na colheita, sem evidências de perdas de produção.

A Granar também apontou uma recuperação parcial dos contratos de soja após as fortes quedas registradas na sessão anterior. A melhora ocorreu em meio às operações de hedge dos investidores e à desaceleração da colheita norte-americana, em um momento de previsão de vários dias chuvosos nas principais regiões produtoras de soja e milho dos Estados Unidos.

Milho

A cotação do milho finalizou o pregão em leve baixa na Bolsa de Chicago, pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelo aumento da oferta no mercado físico. O contrato para entrega em dezembro recuou 0,19% e fechou a sessão cotado a US$ 5,22 por bushel.

Segundo a Granar, a colheita norte-americana deve superar 400 milhões de toneladas pela segunda temporada consecutiva, enquanto produtores ampliam as vendas no mercado físico para abrir espaço para a nova safra e aproveitar os preços ainda considerados atrativos.

A valorização do dólar frente ao euro também pesou sobre as cotações, especialmente em um momento em que os Estados Unidos buscam consolidar a posição de principal fornecedor de milho para a União Europeia.

Para a Royal Rural, o mercado continua encontrando sustentação, mas ainda carece de um novo catalisador de demanda capaz de impulsionar os preços.

Trigo

O preço do trigo negociado em Chicago encerrou a sessão em alta, em um movimento de recuperação após as quedas registradas nas sessões anteriores. O contrato para entrega em dezembro avançou 0,58% e terminou o dia cotado a US$ 6,92 por bushel.

Segundo a Granar, a alta representa uma recuperação ainda parcial dos preços. O movimento foi associado à proteção de posições por parte dos investidores depois da forte venda de contratos registrada nos últimos pregões.

Apesar da valorização, o mercado continua pressionado por fatores como a demanda externa mais fraca, a concorrência internacional e a valorização do dólar. De acordo com a Royal Rural, o trigo permanece próximo das mínimas em cerca de seis semanas, refletindo a combinação desses fatores sobre as cotações.

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