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Sete décadas pelas estradas e cidades do Brasil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

Em um país de dimensões continentais, transportar pessoas e mercadorias está diretamente ligado ao funcionamento das cidades, da indústria e de diferentes atividades econômicas. As estradas mudaram, os centros urbanos cresceram e as exigências de quem vive do transporte também se transformaram.

Essa trajetória começou em 28 de setembro de 1956, quando a Mercedes-Benz do Brasil inaugurou sua fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Dali saíram o L 312, conhecido como “Torpedo”, primeiro caminhão brasileiro a diesel, e o LP 312, primeiro chassi de ônibus produzido pela empresa no País, em um período marcado pela implantação da indústria automobilística nacional.

Hoje, a mesma fábrica continua ligada à produção de caminhões e chassis de ônibus. Mas, entre esses dois momentos está a  jornada de uma empresa protagonista na consolidação da indústria automotiva brasileira, contribuindo para o desenvolvimento da engenharia nacional, da cadeia de fornecedores e da formação de gerações de profissionais que ajudaram a impulsionar a mobilidade e a logística do País e que já produziu mais de 2,5 milhões de veículos.

Uma história ligada à transformação do País

Ao longo dessa história, caminhões e ônibus acompanharam o crescimento do Brasil e as necessidades de diferentes setores da economia. Nas estradas, contribuíram para o escoamento da produção agrícola, o abastecimento das cidades e a distribuição de bens essenciais. Nos centros urbanos, ajudaram a conectar milhões de pessoas ao trabalho, à educação, à saúde e ao lazer.

Nas estradas, nas cidades e em atividades econômicas diversas, as demandas variam de acordo com as distâncias, as condições das vias, o tipo de carga e as características de cada operação.

Essa variedade também orienta o desenvolvimento dos veículos. Um exemplo está no Custom Tailored Center (CTC), área de customização da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo. Em nove anos, mais de 15 mil caminhões foram adaptados ali para demandas específicas dos clientes. Entre os setores atendidos estão mineração, construção, transporte de bebidas e atividades ligadas ao setor madeireiro.

A iniciativa reflete uma característica histórica da Mercedes-Benz: desenvolver soluções alinhadas às necessidades de cada cliente e operação. Ao longo de sete décadas, a proximidade com transportadores e operadores contribuiu para a evolução contínua dos produtos e serviços oferecidos pela empresa.

Hoje, a fábrica de São Bernardo do Campo reúne, em um mesmo local, a produção de caminhões, chassis de ônibus, motores, câmbios e eixos. Desde 2018, a unidade opera com conceitos da Indústria 4.0, utilizando recursos como conectividade, internet das coisas e análise de dados nos processos produtivos de caminhões e de ônibus. Em Juiz de Fora (MG), a sua fábrica de cabinas também segue os padrões globais de qualidade e tecnologia.

A relação continua depois da fábrica

As necessidades de quem transporta não se restringem à escolha do veículo. Disponibilidade da frota, manutenção, gestão da operação e acesso a informações também fazem parte do dia a dia de empresas e profissionais do setor.

Ao longo dos anos, a atuação da empresa passou a ir além da fabricação de caminhões e ônibus. Hoje, os clientes contam com um ecossistema de soluções que abrange conectividade, serviços digitais, peças, manutenção, gestão de frota, financiamento, consórcio e locação, buscando apoiar a eficiência e a disponibilidade operacional dos veículos ao longo de todo o seu ciclo de vida.

O portfólio da Mercedes-Benz inclui peças e serviços, planos de manutenção e recursos de conectividade. Nos ônibus, por exemplo, o FleetBus reúne telemetria e gestão de frota e dos motoristas, com diagnóstico remoto em tempo real. Em 2026, o sistema chegou a 1.600 veículos com contratos ativos. A empresa também oferece serviços de pós-venda e mantém uma rede de concessionários presente em todos os estados para atender os clientes em qualquer parte do país. Essa estrutura permite acompanhar clientes que atuam em diferentes regiões e segmentos, contribuindo para a disponibilidade da frota e a continuidade das operações.

Engenharia desenvolvida no Brasil

A engenharia instalada no País tem papel na criação de soluções para o transporte.

Ao longo de sua história, a Mercedes-Benz investiu na formação de equipes de engenharia e desenvolvimento capazes de atender às particularidades do mercado brasileiro e também contribuir para projetos de alcance internacional. Esse conhecimento consolidou o Brasil como uma referência dentro da organização global para o desenvolvimento de soluções de mobilidade.

No segmento de passageiros, a Mercedes-Benz do Brasil é o Centro Mundial de Competência da Daimler Buses para chassis de ônibus.

“Mais do que 800.000 chassis e monoblocos produzidos, celebramos milhões de histórias conectadas pela mobilidade. Ao longo de sete décadas, os ônibus Mercedes-Benz ajudaram a transportar trabalhadores, estudantes, famílias e comunidades, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, ressalta Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil.

A evolução tecnológica acompanha as mudanças do setor de transportes. Dos primeiros veículos diesel produzidos no Brasil às soluções conectadas e eletrificadas atuais, inovação e adaptação às necessidades dos clientes permaneceram como elementos constantes dessa evolução.

Um exemplo da engenharia e da produção instaladas no País é o eO500U, chassi de ônibus urbano elétrico a bateria produzido em São Bernardo do Campo. O modelo é fabricado na mesma linha dos chassis a diesel, uma flexibilidade prevista durante a implantação da estrutura com conceitos da Indústria 4.0.

O futuro não terá uma única resposta

Os próximos anos acrescentam novas questões a essa história. Reduzir emissões, aumentar a eficiência, ampliar a segurança e aproveitar recursos de digitalização e conectividade são desafios cujas respostas dependem da atividade e da infraestrutura disponível.

Para diferentes aplicações e realidades operacionais, as soluções também são diferentes. Por isso, a Mercedes-Benz trabalha com uma abordagem que considera múltiplos caminhos para a descarbonização do transporte, envolvendo eletrificação, combustíveis renováveis, conectividade e ganhos de eficiência operacional.

As soluções variam conforme as necessidades do transporte. Em 2026, a Mercedes-Benz ampliou seu portfólio de ônibus elétricos com o lançamento do eCity, chassi urbano elétrico a bateria baseado na família OF. A chegada do modelo ao mercado está prevista para 2027.

Outra frente está nos biocombustíveis. Em parceria com a Be8, a Mercedes-Benz realizou testes comparativos no Brasil com caminhões Actros Evolution e ônibus rodoviários O 500 equipados com motores Euro 6, utilizando o biocombustível 100% Be8 BeVant e o diesel B15. Em 2026, um Actros europeu abastecido com o mesmo combustível brasileiro também passou por avaliações no campo de provas da Daimler Truck em Wörth, na Alemanha.

O trabalho ainda está em avaliação. A Mercedes-Benz informa que seus veículos no Brasil estão autorizados a utilizar até B20 e que segue realizando testes com até B100 em condições experimentais autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O desenvolvimento de novas tecnologias começa antes de o veículo chegar às ruas ou estradas. Em parceria com a Bosch, a Mercedes-Benz mantém em Iracemápolis, no interior paulista, o Centro de Testes Veiculares (CTVI). A estrutura permite avaliações de desempenho, segurança veicular, eficiência energética e tecnologias de assistência ao condutor. Desde a idealização do projeto, em 2019, as duas empresas investiram juntas mais de R$ 130 milhões no local.

O centro também reforça a importância do Brasil no desenvolvimento de tecnologias para segurança veicular, eficiência energética e novos sistemas de mobilidade, permitindo que soluções sejam avaliadas em condições representativas da realidade operacional do mercado nacional.

Os próximos caminhos

Olhar para os 70 anos da Mercedes-Benz do Brasil não significa apenas reunir modelos que marcaram diferentes épocas. A trajetória permite observar como o transporte de cargas e passageiros acompanhou mudanças na economia, nas cidades e na indústria e como a empresa impulsionou essa transformação.

Setenta anos depois do início da produção nacional, o Brasil continua dependendo do transporte para conectar pessoas, mercadorias e atividades econômicas. Das primeiras estradas pavimentadas à era da conectividade, da expansão industrial à busca por soluções mais sustentáveis, a Mercedes-Benz segue desenvolvendo tecnologias, produtos e serviços voltados para quem movimenta pessoas, mercadorias e o desenvolvimento do Brasil.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
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