Mediadores devem realizar negociações separadas com os Estados Unidos e o Irã nesta segunda (28) ou terça-feira (29), enquanto Teerã nega qualquer ligação com a prisão de cinco homens perto de uma base aérea britânica usada pelos EUA para atacar o Irã.
Segundo uma autoridade a par das conversas ouvida pela Reuters, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e mediadores do Catar estarão nos Estados Unidos para as negociações.
As conversas devem se concentrar em uma versão modificada de uma proposta de sete dias apresentada pelo Irã à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, afirmou a fonte.
A possível retomada das negociações ocorre em meio à escalada das tensões entre os dois países e após a prisão, no domingo (27), de cinco homens nas proximidades da RAF Fairford, no oeste da Inglaterra.
A base é utilizada pelos Estados Unidos para realizar ataques contra alvos no Irã. A polícia britânica investiga os cinco homens por suspeita de crimes relacionados a explosivos e terrorismo.
Uma fonte familiarizada com a investigação disse à Reuters que uma possível ligação com o Irã era considerada a hipótese mais provável, embora uma operação de sabotagem russa ou uma ação de grupos islamistas também estivessem entre as possibilidades analisadas.
O Irã rejeitou, porém, qualquer sugestão de envolvimento nas prisões em Fairford, segundo a Sky News, que citou uma declaração da Embaixada do Irã em Londres.
O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, também afirmou que seria “muito imprudente” especular sobre os motivos dos suspeitos ou sobre uma eventual participação iraniana enquanto a investigação estiver em andamento.
As autoridades britânicas ainda não divulgaram informações sobre a identidade dos cinco homens ou sobre um possível motivo para a ação.

