O técnico José Roberto Guimarães conversou com a Itatiaia neste sábado (26) e comentou a classificação antecipada da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei para a Olimpíada de 2028. O treinador, que participou do evento Inter Invest Summit 2026, na Arena MRV, confirmou que o torneio será seu último à frente da equipe.
A vaga foi garantida com dois anos de antecedência, após o Brasil dominar o Sul-Americano disputado nas últimas semanas e conquistar o título. A conquista é um alívio para a comissão técnica e as atletas, permitindo uma preparação mais tranquila e estratégica para os Jogos.
Zé Roberto relembrou que a seleção enfrentou momentos difíceis, incluindo a perda da Liga das Nações e lesões de jogadoras importantes, que geraram dúvidas para o Pré-Olímpico. No entanto, o time conseguiu superar os obstáculos e garantir a vaga.
Benefícios da vaga antecipada e a força do time
A classificação precoce, segundo Zé Roberto, permite uma preparação mais adequada e cuidadosa, sem a pressão de correr contra o tempo. “Quando você pensa em atletas de alto nível, você pensa nas contusões que eles podem ter, e agora terão tempo para se recuperar. Isso que a gente precisa”, afirmou o técnico.
Ele ressaltou a importância de persistir e acreditar, mesmo diante das adversidades. “Temos time para brigar com qualquer outro do mundo. Acredito muito no time do Brasil e temos chance de brigar pelo pódio”, complementou, confiante no potencial da equipe brasileira.
Legado e renovação no vôlei feminino
O treinador também destacou a composição da equipe, que une a experiência de atletas como Gabi Guimarães e Rosamaria com o talento da nova geração, representada por nomes como Julia Bergmann e Ana Cristina. Zé Roberto enfatizou a necessidade de investir nas categorias de base para fortalecer o esporte.
Sobre sua despedida, confirmada para a Olimpíada de 2028 – que será sua 10ª participação em Jogos Olímpicos –, o técnico expressou o orgulho do legado que construiu. “Já temos que pensar na geração que está chegando e também no meu sucessor, pois fico até 2028. O legado tem que ser deixado e a cultura permanecer”, disse.
Ele reiterou que é fundamental o vôlei brasileiro receber mais investimentos na base, para que os clubes formem jogadoras não apenas para si, mas para a própria Seleção. “Acho que temos que saber a hora de parar, que outros precisam pegar esse bastão e levar o vôlei brasileiro ao lugar mais alto do pódio”, concluiu.
Histórico vitorioso de Zé Roberto
José Roberto Guimarães está à frente da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei desde 2003, acumulando um impressionante histórico de três medalhas olímpicas: dois ouros (Pequim 2008 e Londres 2012) e um bronze (Rio 2016).
Antes de comandar a equipe feminina, ele também teve uma passagem vitoriosa pela Seleção Masculina de Vôlei, entre 1991 e 1992, conquistando o ouro olímpico em Barcelona 1992. Sua trajetória o consagra como um dos maiores técnicos da história do vôlei mundial.
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