A corrente de comércio bilateral entre o Brasil e a União Europeia alcançou o maior patamar da série histórica durante os quatro meses de vigência do acordo Mercosul-União Europeia.
Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) obtidos pelo CNN Money mostram que a corrente de comércio bilateral entre o Brasil e a União Europeia alcançou US$ 38,9 bilhões de maio a agosto de 2026.
A corrente bilateral de comércio é a soma de todas as exportações e importações de bens e serviços entre mercados.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações brasileiras para o bloco europeu. No período, somaram US$ 20,4 bilhões, aumento de 23,5% em relação ao mesmo quadrimestre de 2025.
Durante a vigência do acordo, o Brasil importou US$ 18,5 bilhões da União Europeu. É um crescimento de 6,2%.
Com isso, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 1,9 bilhão, revertendo o déficit observado no mesmo período de 2025.
“Os primeiros resultados são bastante encorajadores e mostram grande potencial para ampliar oportunidades de negócios, investimentos e geração de emprego no Brasil”, diz a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.
Exportações
De maio a agosto, 42 grupos registraram recorde de exportação para a União Europeia. Entre eles, estão produtos químicos, máquinas e equipamentos, máquinas agrícolas, motores e partes, manufaturas de madeira e instrumentos ópticos.
Os dados mostram que a exportação de produtos contemplados com tarifa zero a partir do acordo subiu 39,8% no período. Pescados, sucos de carnes, pneus, transformadores, máquinas para fabricação de papel e cartão, turbinas a gás e óleo essencial de limão estão entre os destaques.
“Agora, entramos em uma nova etapa, voltada à implementação do acordo, apoiando o setor produtivo para que seus benefícios sejam plenamente aproveitados”, afirma Tatiana.
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor no dia 1° de maio. O tratado conecta cerca de 720 milhões de pessoas e soma um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões.
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