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Embaixada do Irã compara Netanyahu na ONU a Voldemort, de Harry Potter

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Embaixada do Irã compara Netanyahu na ONU a Voldemort, de Harry Potter

A Embaixada do Irã em Gana usou as redes sociais para comparar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao principal vilão de Harry Potter, Lorde Voldemort, após o discurso na Assembleia Geral da ONU.

Netanyahu subiu ao plenário da entidade em Nova York nesta quinta-feira (24), levando delegações de diversos países, incluindo a do Brasil, a se retirarem do plenário. Ele defendeu as ações de Israel na Faixa de Gaza e contra o Irã, rebatendo acusações de genocídio e as chamando de “maior mentira do século”.

O Irã tem usado as redes sociais de suas embaixadas pelo mundo para alfinetar os Estados Unidos. Após a fala do premiê israelense, a representação do país em Gana publicou uma montagem em que troca Netanyahu por Voldemort.

Today at the UN, the Dark Lord lectured the world on morality.
Even the Death Eaters walked out. pic.twitter.com/s30Two1CuN

— Iran in Ghana (@IRAN_GHANA) September 24, 2026

“Hoje, na ONU, o Lorde das Trevas deu uma lição de moral ao mundo. Até os Comensais da Morte saíram”, diz o post.

Na série de livros de Harry Potter, de J.K. Rowling, o vilão Lorde Voldemort é o principal antagonista, defendendo a separação de bruxos e humanos.

O Irã não foi o único a usar as redes sociais para alfinetar seus adversários na ONU.

A conta oficial do primeiro-ministro de Israel publicou na terça-feira (22) um vídeo em que chama os críticos do país na ONU de “papagaios.”

Líderes como Lula, presidente do Brasil, Emmanuel Macron, presidente da França, e outros líderes árabes são representados na montagem.

Na ONU, Netanyahu agradece a Trump e rebate acusação de genocídio

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou o espaço na ONU para se defender das acusações de cometer um genocídio em Gaza e de ocupar ilegalmente a Cisjordânia através de assentamentos.

“Aqui está uma verdade simples: Israel não cometeu genocídio. Israel impediu um genocídio”, ressaltou. “Ao se defender, Israel está defendendo também os países que acabaram de deixar o salão”, destacou, pontuando que, se o Irã não fosse atacado, “estaríamos todos mortos”.

A delegação iraniana é uma das que estavam ausentes no plenário. No lugar reservado ao Irã, os diplomatas deixaram uma foto de Qasem Soleimani, chefe das Forças Quds da Guarda Revolucionária que foi morto em um ataque dos EUA ordenado por Trump durante seu primeiro mandato.

“Continuaremos defendendo nosso Estado, continuaremos ganhando, porque não temos outra escolha”, afirmou Netanyahu em outro trecho.

O premiê de Israel também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O país é um dos principais aliados de Israel e envia armamentos para a nação do Oriente Médio.

“Nessa luta contra os bárbaros, não tivemos maior parceiro do que o presidente Trump. Eu o agradeço. Agradeço por sua liderança”, comentou.

A agenda de Netanyahu não inclui reuniões com nenhum representante do governo Trump. A última vez que ele se encontrou com o presidente americano nos EUA foi em agosto, mas sem a presença da imprensa ou de câmeras.

Antes de seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o premiê reuniu-se com os líderes da Eslovênia e da Grécia.

Além disso, tem encontros agendados com os líderes do Panamá, Paraguai, Etiópia, Argentina, Bolívia e Papua-Nova Guiné.

Críticas de Mamdani e protestos em Nova York

Benjamin Netanyahu também atacou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, acusando-o de antissemitismo e de “cuspir na cara da verdade”.

“Que vergonha! Que vergonha por distorcer os fatos. Que vergonha por inverter os papéis de vítima e agressor. Que vergonha por cuspir na cara da verdade, Sr. Mamdani”, comentou.

“Desde que o senhor foi eleito prefeito desta cidade, muitos judeus não se sentem mais seguros em Nova York. Eles me dizem que esta não é a cidade de que se lembram”, adicionou.

No início desta semana, Mamdani reiterou suas críticas a Netanyahu, classificando-o como criminoso de guerra, embora tenha reconhecido que não tinha autoridade para prender o líder israelense enquanto este estivesse em Nova York — apesar de ter feito essa promessa durante sua campanha.

“Você não pode me silenciar“, afirmou o primeiro-ministro de Israel.

A ida do político a Nova York gerou protestos na cidade. As atrizes Hannah Eibinder, 31, e Susan Sarandon, 79, foram detidas nesta quinta-feira (24) em manifestação contra a fala do premiê.

Diversos protestantes foram detidos antes do início do discurso, e fotos e vídeos das atrizes viralizaram ao serem levadas por agentes.

Hannah Einbinder and Susan Sarandon were arrested for protesting against Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu’s speech at the United Nations.

🔗 https://t.co/lDorjYrjHp pic.twitter.com/ApJNRmeLpD

— Film Crave (@_filmcrave) September 24, 2026

Anteriormente, Hannah discursou em Cannes e falou sobre como o apoio à Palestina poderia impactar sua carreira. Ao receber o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante, em seu discurso ela declarou seu apoio ao Estado Palestino. “Há um preço muito mais alto em não falar, e você precisa ter suas prioridades em ordem. É uma obrigação e sempre cumprirei”, declarou no festival francês.

Já a vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Os Últimos Passos de um Homem” afirmou que sentiu o impacto em oportunidades ao declarar publicamente seu apoio. No Festival de Cinema de Veneza, Susan declarou: “Ainda tenho tido filmes recusados ​​recentemente porque há agências que continuam dizendo às pessoas para não me contratarem”.

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