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CNJ terá 2 meses para decidir se abre processo contra desembargador do TRF1

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)

A Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) terá 60 dias para analisar uma possível abertura de PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra o desembargador Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). O prazo poderá ser prorrogado por mais 60 dias.

Ramos foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal), nesta quinta-feira (24), autorizada pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves.

A operação desta quinta não teve o caráter de busca e apreensão, mas de uma correição extraordinária, um procedimento de fiscalização e auditoria para avaliar indícios de irregularidades. Todo o movimento foi informado previamente à presidência do TRF e durou pouco mais de três horas.

Segundo apurou a CNN, não há, até o momento, acusação contra Newton Ramos. Caso a corregedoria entenda que há elementos que justifiquem a abertura de um PAD, caberá ao plenário do CNJ decidir sobre a instauração do procedimento.

Em nota, Ramos disse estar à disposição do conselho para prestar todos os esclarecimentos necessários e sanar eventuais dúvidas sobre os casos em análise.

O motivo para o início da operação contra Newton foi a divulgação de mensagens extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que denotam proximidade entre o ex-banqueiro e o desembargador, que, segundo as investigações, integraria a chamada “Turma do KN”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com a PF, o escritório de advocacia da esposa do desembargador, Camilla Ramos, firmou contratos de honorários relacionados a causas de empresas ligadas ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.

Um contrato encontrado no celular do ex-banqueiro preso indica pagamentos de até R$ 427 milhões ao escritório de Camilla em honorários advocatícios, em caso de êxito em todas as ações judiciais que totalizavam R$ 8,5 bilhões. Nenhum pagamento foi feito até agora.

Entenda o caso

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