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Suspeito usa cães e viatura para fugir de operação contra tráfico em MG

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Suspeito usa cães e viatura para fugir de operação contra tráfico em MG

Um suspeito soltou cães para atacar policiais militares e utilizou uma viatura policial para fugir durante a Operação Déjà Vú, nesta quarta-feira (23), em Piau, na Zona da Mata Mineira. A ação mirava uma organização criminosa responsável por tráfico de drogas interestadual e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Militar, o indivíduo ainda teria furtado outro veículo, pertencente à Secretaria Municipal de Saúde, para uma nova tentativa de fuga. O homem segue foragido e os dois carros foram recuperados.

A operação mirou integrantes da organização que teriam movimentado, durante 18 meses, mais de R$ 70 milhões com vendas de drogas enviadas tanto para o mercado local, quanto para outros estados, como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Foram cumpridos trezes mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e 26 de sequestro e bloqueio de bens nos municípios de Juiz de Fora, Barbacena, Piau, Belo Horizonte, todos em Minas Gerais. Outras três pessoas foram presas em flagrante.

Durante a ação, as equipes localizaram um laboratório de refino de entorpecentes e um bunker utilizado como depósito. Diversos veículos, armas de fogo, imóveis e drogas foram apreendidos.

Base do tráfico em MG

As investigações começaram após o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) e a PRF (Polícia Rodoviária Federal) levantarem informações de que os criminosos pegavam entorpecentes em outros estados, como São Paulo, Paraná e na região metropolitana de Belo Horizonte.

As cidades mineiras, principalmente Juiz de Fora, eram utilizadas como ponto de referência logístico e entreposto para recebimento e distribuição das drogas para outras regiões. A partir de Minas as drogas eram levadas para comunidades no Rio e no Espírito Santo.

Cerca de R$ 7 milhões em drogas foram apreendidos pelas autoridades, sendo 195 quilos de pasta base de cocaína e 476 quilos de maconha.

Para transportar as substâncias entre os estados, os indivíduos utilizavam veículos com fundos falsos, escoltas e suporte de empresas de guincho. Todo o lucro obtido com o tráfico era “lavado” com carros de luxo e imóveis em nomes de “laranjas”.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo