A Polícia Civil de São Paulo cumpriu oito mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (24), no âmbito da Operação Ponto de Ruptura, que investiga as responsabilidades pelo desabamento de um prédio que deixou seis mortos no bairro da Penha, na zona Leste da capital. O acidente ocorreu no dia 12 de setembro.
Os mandados foram cumpridos em endereços de empresas ligadas aos investigados. Foram apreendidos celulares, computadores e documentos. O material está sendo encaminhado para análise de técnicos e poderá contribuir para o avanço das investigações.
Segundo a polícia, os mandados foram cumpridos na capital e em Guarujá, no litoral do estado, e tiveram como objetivo reunir novas informações e aprofundar a apuração sobre as causas do desabamento.
A Polícia Civil já identificou os principais suspeitos e obteve a decretação de suas prisões temporárias por 30 dias. Um dos investigados, apontado como sócio oculto de uma das construtoras ligadas ao empreendimento, já foi preso. Outros dois alvos — o responsável técnico pela obra, que é filho do homem detido, e uma sócia das empresas envolvidas — seguem foragidos.
A decretação das prisões pela Justiça levou em consideração a conduta dos investigados, que não se apresentaram para prestar esclarecimentos, colaborar com o processo ou fornecer informações técnicas essenciais sobre a edificação. As autoridades também fundamentaram a medida no risco de fuga e na necessidade de evitar a destruição de possíveis provas.
As apurações também miram em irregularidades na gestão pública: uma servidora municipal que atestou a demolição da estrutura existente anteriormente no local prestou depoimento e é investigada.
A polícia segue com a investigação para identificar ações ou omissões dos envolvidos no desabamento, incluindo pessoas que participaram da construção, das vistorias e dos processos de autorização e liberação do imóvel.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

