O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discursou na quarta-feira (23) na Assembleia Geral das Nações Unidas, quase sete meses após o início da guerra com o Irã, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Ele fez um discurso enfático, defendendo o programa nuclear do Irã – que seria usado apenas para independência energética, segundo ele – e que o país continuará se defendendo de ataques externos. Pezeshkian subiu à tribuna da ONU um dia após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar “aniquilar” os iranianos no mesmo local.
Aqui estão alguns dos desdobramentos mais recentes do conflito:
Diplomacia
Apesar de os EUA e o Irã terem chegado a um memorando de entendimento visando encerrar a guerra ainda em junho, os combates continuaram nos meses seguintes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o cessar-fogo havia “ACABADO!” no início de julho, depois que a ofensiva do Irã a três navios comerciais no Estreito de Ormuz provocou uma troca de ataques.
Nos meses seguintes, Trump enfatizou seu desinteresse pela diplomacia e instruiu autoridades americanas a encerrar as negociações.
No início deste mês, no entanto, ele disse estar aberto ao “conceito” de retomar as conversas com o Irã.
Na terça-feira (22), Trump afirmou que tem uma “grande decisão” a tomar em relação ao Irã — apresentando-a como uma escolha entre fechar um acordo após as eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro, ou aniquilar o Irã.
Mais tarde, ele disse que membros de seu governo se reuniram com a delegação iraniana na Assembleia Geral da ONU por cerca de três horas, no que descreveu como uma “reunião muito boa”.
Enquanto isso, autoridades iranianas reuniram-se com seus homólogos em países como Omã, Emirados Árabes Unidos e China nas últimas semanas.
Em declarações feitas no início deste mês, Pezeshkian disse que, se os EUA “retornarem aos seus compromissos previstos no referido memorando de entendimento”, seu país “reciprocará imediatamente”.
Combate
Desde o colapso do cessar-fogo em julho, os EUA realizaram diversos ataques contra o Irã, enquanto Teerã também visava bases americanas na região e embarcações no Estreito de Ormuz.
Posteriormente, após um período de relativa calma que durou mais de um mês, os EUA e o Irã passaram a trocar ataques regularmente no final de agosto.
Em 30 de agosto, as Forças Armadas dos EUA atacaram a ilha iraniana de Larak, onde, segundo relatos, forças haviam sido observadas preparando-se para lançar minas no estreito.
O IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) prometeu retaliação e disparou mísseis contra a Jordânia — embora estes tenham sido interceptados, segundo uma autoridade americana.
Em uma atualização de 8 de setembro, os militares dos EUA informaram ter “destruído cinco petroleiros iranianos” depois que o IRGC “atacou um navio de guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos”.
Os confrontos parecem ter diminuído, sem relatos públicos de ataques dos EUA ao Irã há mais de duas semanas.
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