Uma pequena imagem de Avalokiteshvara, um ser iluminado da religião budista, foi arrematada por US$ 2,06 milhões em leilão da Sotheby’s, em Nova York.
Alguns anos antes, a mesma obra de arte de origem imperial chinesa estava acumulando pó na casa de uma mulher americana, que pagou menos de US$ 100 por ela.
Divindade da fortuna?
Há duas décadas, uma escultura em bronze de uma divindade budista foi colocada à venda em um bazar de garagem no estado de Missouri, Estados Unidos, por cerca de US$ 75. Sua compradora a manteve em casa por vinte anos, até decidir levá-la para apreciação.
Ela foi escolhida para participar do ‘Antiques Roadshow’, um programa do canal PBS no qual um especialista em arte e artefatos históricos avalia ao vivo o valor de objetos trazidos por convidados. Lá, a obra foi precificada entre US$ 100 mil e US$ 125 mil.
Anos depois, a escultura foi anunciada como parte do leilão de arte chinesa da sociedade de vendas Sotheby’s, que intermedia aquisições de arte, vinhos e imóveis de luxo.
A construção em bronze representa uma das figuras divinas mais populares no budismo. Guanyin ou Avalokiteshvara, em uma de suas formas mais raras. Ela carrega diferentes objetos significativos em seus seis braços, entre a roda do dharma, um cabo de lótus e uma joia.

