Erguida junto às antigas muralhas de Constantinopla, a Fortaleza das Sete Torres (Yedikule Hisarı), em Istambul, atravessou a história de dois impérios e se consolida como um dos monumentos mais intrigantes da Turquia.
Construída há cerca de 1.700 anos e ampliada no século XV, a estrutura passa por um amplo projeto de restauração iniciado em 2020 para resgatar sua memória histórica.
De cofre de impérios a prisão diplomática
Projetada no período do Império Romano do Oriente e marcada pela monumental Porta Dourada, a cidadela ganhou três novas torres em 1458 sob o comando do sultão otomano Mehmed II. Durante quatro séculos, o local serviu como o principal cofre do Tesouro Imperial, armazenando itens valiosos recolhidos em campanhas militares na Pérsia, Síria e Egito.
A partir do século XVI, o complexo assumiu a função de prisão de estado para embaixadores, nobres e diplomatas europeus.
Prisioneiros retidos nas celas deixaram inscrições entalhadas nas paredes de pedra em latim, húngaro, francês e italiano, registrando nomes, datas e relatos de confinamento.
Do polo cinematográfico ao renascimento cultural
Após abrigar cenários para produções do polo cinematográfico Yeşilçam na metade do século XX, o monumento enfrentou períodos de deterioração.
Atualmente, o pátio central e a estrutura do forte recebem intervenções para garantir a preservação do espaço e viabilizar eventos culturais.

