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Arruda diz respeitar decisão da Justiça e põe futuro político em xeque

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda afirmou nesta quinta-feira (24) que respeita a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que o retirou da disputa pelo governo do DF (Distrito Federal) e lamentou o encerramento da participação política no pleito deste ano.

“Meu caminho se encerra aqui”, afirmou Arruda. Segundo o ex-governador, após consultar seus advogados, ele decidiu não apresentar novos recursos contra a decisão.

Ao falar sobre o futuro, Arruda afirmou que pretende voltar a se dedicar à vida pessoal e à família, sem perspectivas de um retorno à vida política no momento. “A vida é maior que a política… Vou continuar, de fora, acompanhando a política brasileira”, disse.

O ex-governador não indicou apoio a nenhum dos candidatos que permanecem na disputa. Ele, no entanto, fez elogios públicos a Kiko Caputo (Novo), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e Leandro Grass (PT).

Segundo Arruda, os quatro têm se comportado de “maneira elegante” durante a campanha e merecem seu respeito. Em declaração à imprensa, Arruda não se referiu a Celina Leão (PP).

Arruda também pediu aos eleitores que não votem nele, mesmo que o nome dele apareça na urna eletrônica. O ex-governador alertou que os votos destinados à sua candidatura serão considerados inválidos.

“Por favor, não votem mais em mim, mesmo que a minha careca esteja na urna. Eu peço perdão a vocês por terem acreditado até o fim. Mas agora os meus votos serão considerados inválidos”, declarou.

Ao barrar a candidatura de Arruda, o ministro Dias Toffoli, do TSE, determinou a imediata comunicação ao TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) para a atualização dos sistemas eleitorais e a exclusão do nome de Arruda da urna eletrônica.

Entretanto, segundo nota do TRF-DF, apesar do registro indeferido, o nome e a foto do candidato ainda aparecem na urna eletrônica. “Isso ocorre porque o Sistema de Candidaturas (CAND), que reúne os dados utilizados na preparação das urnas, foi fechado em 17 de setembro de 2026”, informou o órgão.

“Assim, o eleitor que votar em candidato nesta situação jurídica terá esse voto computado como nulo. A nulidade se limita ao voto dado ao candidato cujo registro foi indeferido, neste caso, para Governador do DF. Os votos registrados pelo mesmo eleitor para os demais cargos não serão afetados e permanecerão válidos”, alertaram em nota.

Fim da candidatura

O TSE negou nesta quinta o recurso apresentado pelo ex-governador José Roberto Arruda contra a decisão que indeferiu o registro de sua candidatura ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2026.

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