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À CNN, Elmano defende uma “coordenação nacional” contra o crime organizado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
À CNN, Elmano defende uma “coordenação nacional” contra o crime organizado

Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (24), o governador do Ceará e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), defendeu a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública como uma das medidas de combate às facções criminosas no âmbito nacional.

O político admitiu que a infiltração dos grupos é uma realidade em diversos territórios do país e que, sem uma “coordenação nacional”, principalmente no âmbito da inteligência e asfixia econômica das organizações, não é possível reverter esse cenário.

“O índice de violência do país é elevado e ele só se resolve com um grande pacto nacional, que envolve fortalecimento da Polícia Federal, que envolve implementação da lei antifacção, de articulação de todas as forças de segurança do país. Por isso, a necessidade e a solicitação do presidente Lula e também é minha, de que o Congresso Nacional aprove a PEC da Segurança Pública”, disse.

O texto proposto pelo governo federal foi aprovado de forma simbólica na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado, mas ainda aguarda votação no plenário da Casa Alta. A tramitação, no entanto, tem sido demorada devido a divergências de parlamentares de oposição, assim como de alguns governadores.

Segundo Elmano, sem uma cooperação entre os estados, como no caso do compartilhamento de dados via SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), chefes dessas facções poderiam continuar a cometer crimes em seus estados de origem, alocados em outros entes da federação.

Além disso, também foi ressaltada a necessidade da atuação dos Ministérios Públicos e do Poder Judiciário para a manutenção da prisão desses criminosos.

“Nós não podemos ficar numa situação em que o banco de dados de foragidos da justiça ou de pessoas perigosas de Pernambuco, da Bahia, do Maranhão, do Rio de Janeiro, o estado do Ceará não tem acesso e vice-versa. Nós temos que ter capacidade de integrar nossas inteligências e isso precisa de uma coordenação nacional”, completou.

No âmbito local, o político falou de medidas implementadas para mitigar as ações desses grupos no estado. Exemplos citados por Elmano foram o da criação de companhia de acompanhamento de crimes e denúncias de ameaças e ações de faccionados, assim como a reestruturação da Polícia Militar.

Confira a entrevista na íntegra abaixo

*Sob supervisão de Lucas Schroeder

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