Analistas do UBS BB elevaram o preço-alvo para as ações da Petrobras para R$ 62 ante R$ 60 e reiteraram recomendação de compra para os papéis, citando que a tese de investimento na companhia se destaca sob as perspectivas macro e micro.
Tasso Vasconcellos e equipe chamaram a atenção para a elevada exposição ao petróleo, beneficiada pelo fato de a companhia ser exportadora líquida, sem grandes impactos operacionais decorrentes dos conflitos no Oriente Médio, enquanto a produção tem surpreendido positivamente, com o ritmo atual à frente do plano da estatal.
Eles ponderaram que o negócio de refino ainda está abaixo dos níveis que gostariam de ver — entre pares da América Latina, América do Norte e Europa, no segundo trimestre, a Petrobras foi a única empresa que apresentou queda trimestral no Ebitda por barril no segmento –, mas apontaram que o programa de subsídios do governo oferece algum suporte.
Tais elementos, combinados com uma política clara de dividendos trimestrais diretamente vinculada ao fluxo de caixa, resultam em um yield de dividendo de 10% a 11% em 2026, aumentando para 13% a 14% em 2027, colocando a Petrobras “entre as empresas com maiores yields de dividendos entre seus pares globais e sustentando nossa perspectiva positiva”, afirmaram em relatório a clientes com data de terça-feira.
Na véspera, as ações preferenciais da Petrobras fecharam a R$ 48,35 e os papéis ordinários foram cotados a R$ 53,20. Em 2026, ambos acumulam valorizações de 66,76% e 72,55%, respectivamente.

