O presidente do Equador, Daniel Noboa, pediu cooperação internacional no combate ao crime organizado, respeitando plenamente a soberania uns dos outros. A fala foi feita durante discurso na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (23).
“Os criminosos já globalizaram sua cooperação, compartilhando rotas, logística, finanças e tecnologia sem burocracia, desconfiança ou atrasos”, disse.
“É inaceitável que organizações criminosas cooperem entre si de forma mais eficaz do que os Estados”, acrescentou Noboa.
Assim, o líder equatoriano propôs três ações. A primeira é estabelecer um mecanismo internacional, no âmbito da ONU, para rastrear e congelar fluxos financeiros ilícitos ligados ao crime organizado transnacional.
A segunda, utilizar uma plataforma permanente de intercâmbio de informações entre forças policiais, ministérios públicos e unidades de inteligência financeira, permitindo que os Estados antecipem ameaças em vez de apenas reagir a elas.
E a terceira medida é que a ONU incorpore o crime organizado transnacional como uma prioridade na prevenção de conflitos e capacite a organização para apoiar os Estados que solicitem assistência.
O governo de Noboa é um dos aliados mais próximos dos Estados Unidos na América Latina.
Os dois países concordaram em combater conjuntamente organizações criminosas em território equatoriano, e ambas as nações integram a aliança de segurança regional “Escudo das Américas”, uma iniciativa promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para enfrentar o crime organizado.
Noboa acrescentou, em seu discurso na ONU, que as quadrilhas “já se organizaram”, cabendo agora aos governos “fazer melhor”.
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