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María Corina Machado é barrada ao tentar retornar à Venezuela, diz assessor

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
María Corina Machado é barrada ao tentar retornar à Venezuela, diz assessor

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, tentou entrar na Venezuela três vezes nesta terça-feira (22), mas foi impedida em todas as ocasiões, segundo um de seus principais assessores.

Machado, que prometeu retornar ao país, tentou entrar por via aérea e marítima nas últimas semanas. Nesta terça-feira, todas as tentativas foram rejeitadas, afirmou à CNN o assessor sênior David Smolansky.

As recusas ocorreram enquanto a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, estava em Nova York para a Assembleia Geral da ONU e teve seu primeiro encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano tem apoiado Rodríguez para liderar o país desde a operação americana que capturou o ex-presidente Nicolás Maduro, em janeiro.

Machado, uma antiga crítica do governo de Maduro, deixou a Venezuela em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz, na Noruega, após passar mais de um ano escondida.

Nicolás Maduro está preso em Nova York, onde aguarda julgamento por acusações relacionadas a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

Trump e Delcy em NY

Trump reuniu-se com Delcy na noite desta terça-feira (22), à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O encontro informal ocorreu durante uma recepção oferecida por Trump e marcou a primeira viagem de Rodríguez aos Estados Unidos desde que assumiu o cargo.

A delegação venezuelana, que inclui o vice-presidente de Economia, o ministro do Petróleo e funcionários da estatal PDVSA, está concentrada em apresentar o país como “atraente para investimentos”, segundo duas pessoas próximas ao grupo ouvidas pela Reuters.

Rodríguez classificou o encontro como um passo histórico para o fortalecimento das relações com os Estados Unidos nas áreas de energia, mineração e segurança.

Trump defende operação e acordo de petróleo

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump chamou Maduro de “ditador fora da lei”, afirmou que centenas de presos políticos foram libertados desde a captura do ex-presidente e apresentou a operação como uma demonstração de que os Estados Unidos protegeriam seus interesses no Hemisfério Ocidental.

“Aos vencedores, os despojos”, disse Trump, ao se referir ao acordo petrolífero que seu governo assinou com Caracas no mês passado e que classificou como “talvez o maior acordo já feito”.

Trump afirmou ainda que pretende atrair US$ 100 bilhões em investimentos para a indústria petrolífera da Venezuela.

Rodríguez chegou a Nova York na segunda-feira (21) acompanhada da delegação, que vem realizando conversas sobre energia, mineração e dívida com autoridades americanas, instituições financeiras multilaterais e empresas, segundo fontes.

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento trabalha para garantir a aprovação de um empréstimo de US$ 2,5 bilhões para a Venezuela, mas enfrenta resistência de alguns integrantes do conselho da instituição.

Manifestantes cobram eleições livres

Mais de 50 manifestantes, com bandeiras da Venezuela e cartazes com frases como “Sem voto, sem petróleo” e “Rosto novo, mesmo regime”, reuniram-se na manhã desta terça-feira (22) em frente à sede da ONU para protestar contra a presença de Rodríguez.

Muitos afirmaram que queriam que Trump pressionasse por eleições livres na Venezuela.

Os manifestantes cantaram o hino nacional venezuelano e entoaram “Delcy, eu juro, você vai para o Brooklyn com Maduro”, em referência à prisão federal no Brooklyn, do outro lado do East River, onde Maduro está detido e aguarda julgamento por acusações de tráfico de drogas.

“Por um lado, é ultrajante ver parte do regime se reunindo com autoridades do atual governo deste país, mas também não há dúvida de que, graças a este governo, hoje estamos um passo mais perto da liberdade”, disse Miguel Eduardo Martinez, gestor de redes sociais de 34 anos que deixou Caracas em 2017.

César Coello, que carregava um cartaz com uma imagem de Rodríguez usando um macacão laranja, afirmou: “Delcy Rodríguez não nasceu em 3 de janeiro de 2026. Delcy Rodríguez está com a ditadura chavista há mais de 20 anos. Ela tem sido cúmplice.”

A referência era ao chavismo, movimento político fundado pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.

Coello disse esperar que Trump e Rodríguez discutam em breve a realização de eleições.

*Com informações da Reuters

Equipe infiltrada, réplica de casa: Detalhes da ação dos EUA contra Maduro

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