A polícia de Nova York e o Serviço Secreto dos Estados Unidos abriram investigação após três indivíduos serem vistos saindo de um bueiro perto do hotel onde o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ficará hospedado para a Assembleia Geral da ONU, informaram autoridades policiais à CNN.
Os indivíduos saíram de um bueiro em Midtown Manhattan, perto da Park Avenue, e fugiram em dois veículos diferentes, segundo as autoridades. Nenhuma prisão foi efetuada.
O NYPD (Departamento de Polícia de Nova York) e o Serviço Secreto estão analisando vídeos, leitores de placas e outras ferramentas para tentar identificar essas pessoas.
Entre os 130 líderes mundiais que participarão da Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro israelense é considerado uma das autoridades sob proteção do Serviço Secreto que apresentam o “maior nível de risco”, de acordo com as autoridades policiais.
“Observamos vários incidentes nos últimos meses envolvendo indivíduos que entram na rede de esgoto em busca de objetos de valor e sucata metálica após tempestades”, afirmou o NYPD.
“Este incidente se enquadra no mesmo padrão; no entanto, por precaução — dada a realização da Assembleia Geral da ONU e a sensibilidade do local —, o NYPD está realizando varreduras de segurança adicionais em conjunto com nossos parceiros federais”, adicionou a corporação.
“O NYPD possui um protocolo de resposta robusto para esses incidentes, que foi acionado durante a noite, e medidas adicionais estão sendo implementadas hoje”, finalizou a polícia.
Netanyahu provoca prefeito de Nova York
Na terça-feira (22), Netanyahu divulgou um vídeo nas redes sociais acusando o prefeito Zohran Mamdani de apoiar o Hamas e de “incitar tumultos contra os judeus de Nova York”.
O premiê israelense afirmou que iria à ONU “para dizer a verdade sobre nossos soldados heroicos, e vou dizer a verdade sobre você”.
O primeiro-ministro já havia utilizado a imagem de Mamdani em sua campanha eleitoral, em um outdoor que dizia: “Eles querem que Netanyahu perca. Não deixe que eles vençam”.
Mamdani contestou as acusações feitas no vídeo, declarando: “Todos nós sabemos que o que o primeiro-ministro disse naquele vídeo não é verdade”.

