O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a seus assessores que gostaria de marcar uma reunião com autoridades iranianas que estão em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, “se as condições forem favoráveis”, disse uma autoridade americana a par do assunto à CNN.
A autoridade disse que tal reunião também poderia ocorrer com alguns dos principais assessores do presidente que viajam com ele a Nova York, embora nada esteja agendado no momento.
Algumas das questões internas sobre uma possível reunião à margem da Assembleia Geral da ONU têm girado em torno de saber se tal conversa seria relevante para os esforços do governo Trump de encontrar uma saída para a guerra dos EUA com o Irã.
Há também certo ceticismo quanto a se as autoridades presentes em Nova York contam com a confiança do aiatolá Mojtaba Khamenei, de Teerã — visto como o responsável pela decisão final —, disse a autoridade.
Também não está claro, segundo a autoridade, se os iranianos estão abertos a uma possível reunião.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o presidente do país, Masoud Pezeshkian, integram a delegação reduzida que está nos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU.
Tanto o secretário de Estado Marco Rubio quanto o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, sinalizaram que o presidente está “aberto” a se reunir com os iranianos.
“Não creio que haja algo agendado neste momento, mas certamente estamos abertos a algo do gênero, especialmente se houver a perspectiva de levar a um resultado positivo e, por fim, alcançar o objetivo central de tudo isso: garantir que o Irã jamais possua uma arma nuclear”, disse Rubio em entrevista ao programa Today Show, da NBC, nesta terça-feira (22).
Anteriormente Waltz disse a Kaitlan Collins, da CNN, que Trump “está sempre aberto” ao diálogo.
“Essa é uma pergunta que eu gostaria que você pudesse fazer aos iranianos: eles aceitariam sentar-se diretamente conosco? E quem fala em nome do aiatolá? Essa tem sido uma questão recorrente”, afirmou Waltz.

