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Andar ou correr na chuva: o que faz você se molhar menos, segundo a física?

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Andar ou correr na chuva: o que faz você se molhar menos, segundo a física?

Ao ser surpreendido por um temporal sem guarda-chuva, a reação de acelerar o passo tem fundamentação científica. Segundo a física do movimento, correr é a escolha indicada para minimizar a quantidade total de água acumulada no corpo durante o trajeto entre dois pontos.

O volume total de água que atinge uma pessoa em deslocamento é composto por dois fatores distintos: a chuva que cai verticalmente sobre a cabeça e a chuva que impacta o corpo frontalmente.

Tempo de exposição

A quantidade de gotas recebidas no topo da cabeça é diretamente proporcional ao tempo de exposição. Quanto mais tempo se permanece sob a chuva, maior é o volume acumulado nessa região. Por outro lado, a água que atinge a frente do corpo depende apenas da distância percorrida, sem relação com a velocidade.

O processo equivale ao funcionamento de um limpa-neve, que remove a mesma quantidade de neve em um trajeto fixo, independentemente da rapidez do veículo.

Menor tempo de exposição reduz a água total

A quantidade total de água absorvida equivale à soma da chuva vertical – taxa por segundo multiplicada pelo tempo – com a chuva frontal, a taxa por metro multiplicada pela distância.

Como a distância do trajeto é fixa, a água recebida frontalmente não muda com a velocidade. Assim, a única variável ajustável para se molhar menos é o tempo sob a tempestade.

Ao correr, reduz-se a duração do trajeto e diminui-se o volume de água que cai sobre a cabeça, resultando na menor retenção de umidade possível.