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Magda reitera autossuficiência em diesel e fala em descoberta na Colômbia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta segunda-feira (21) que o plano estratégico da estatal para o período 2027-2031 deve contemplar a autossuficiência no refino de óleo diesel.

Atualmente, a companhia produz 70% do diesel necessário para o mercado interno, segundo a executiva, e o plano estratégico previa atingir 85% a 90% até 2030.

De acordo com Magda, chegar a 100% passou a ser um objetivo diante do cenário geopolítico mais recente, com as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

“Resiliência passa a ser vantagem competitiva”, afirmou a presidente da Petrobras, durante a abertura da ROG (Rio Oil and Gas), maior evento da indústria de óleo e gás da América Latina.

Magda lembrou que o Brasil produziu 5,6 milhões de barris por dia de óleo equivalente em agosto — 4,3 milhões especificamente de petróleo — e terá produção crescente pelo menos até meados da próxima década. O país já é o nono maior produtor global.

Além da Margem Equatorial, que teve um achado de indícios de petróleo divulgado recentemente pela Petrobras em um bloco da Foz do Amazonas, Magda mencionou apostas da Petrobras em outras fronteiras exploratórias.

“Estamos avançando na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e no último dia 17 assinamos contratos para explorar oito áreas na Costa do Marfim”, disse a executiva, acrescentando que a costa do país africano tem características geológicas semelhantes às do Brasil.

“Estamos divulgando hoje [segunda] as descobertas de possibilidades na Colômbia, onde já temos contratos assinados para o desenvolvimento de gás, em parceira com a Ecopetrol [petroleira colombiana]”, afirmou.

Ela não detalhou o que será anunciado. Em agosto, a companhia brasileira divulgou uma descoberta de acumulação de gás natural no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas da Colômbia.

Segundo a Petrobras, aquela descoberta reforça os indícios de que a região tem potencial para produzir grandes volumes de gás natural.

Transição energética

O chairman da ROG, Nelson Narciso, abriu o evento com um discurso defendendo que a transição energética não deve se transformar em exclusão de fontes e nem em divisões políticas, mas em diversidade de alternativas de suprimento.

Para ele, evolução “não significa necessariamente abandonar o que existe”, mas combinar tecnologias para enfrentar desafios.

“Não precisamos olhar para a transição energética como uma disputa entre o que existe e o que está por vir. […] Não é escolha entre uma fonte e outra, ruptura entre passado e futuro”, afirmou Narciso.

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