Fernando Haddad (PT) criticou a influência do setor privado sobre os serviços públicos de São Paulo e afirmou ser contrário ao que chamou de política de “vender tudo”. O candidato disse que, em um eventual governo, pretende colocar o interesse dos usuários acima do lucro das empresas.
“A Faria Lima vai ter de esperar um pouquinho, porque ela tem muita ganância para se apropriar do que é público e pouca vontade de entregar o que prometeu antes da privatização. Então, alto lá”, afirmou em sabatina na Record TV.
Haddad também criticou a privatização de serviços funerários e parques e defendeu uma mudança na relação do governo com as empresas que assumem serviços públicos. Segundo ele, os contratos precisam ter cláusulas mais duras para garantir a entrega do que foi prometido à população.
Na mesma linha, Haddad afirmou que não pretende privatizar as linhas de metrô, novas ou já existentes. Sobre a Sabesp, disse que não vai desfazer a privatização, mas criticou o aumento das tarifas e a piora do serviço após a venda da companhia.
“Vamos parar com esse esquema de vender tudo. Já venderam serviço funerário, parques, já vendemos tudo. Eu vou acabar com isso. Eu vou botar o setor privado na linha. Nós precisamos de cláusulas mais duras contra um setor privado que tem muito apetite para lucrar e pouco apetite para entregar”, declarou.

