O ex-tenista e comentarista Fernando Meligeni considerou acertada a decisão de João Fonseca, de 20 anos, de não participar da gira asiática de tênis. Em suas redes sociais, Meligeni analisou a escolha como parte de uma visão de longo prazo da equipe do atleta.
Meligeni revelou ter conversado com o ex-parceiro Gustavo Kuerten (Guga) sobre as diferenças entre as gerações no tênis. Eles abordaram como a atual era oferece novas possibilidades e desafios aos jogadores profissionais.
Durante a conversa, a longevidade no esporte foi um tema central. “Será que, se o Zverev jogasse na nossa geração, depois de tantos quadra e com 30 anos sendo tratado como um veterano, ele teria a chance que teve este ano?”, questionou Meligeni, citando o exemplo do tenista alemão.
A evolução do tênis e a longevidade dos atletas
Fernando Meligeni apontou que, antigamente, os tenistas eram forçados a disputar mais torneios devido à busca por premiações. Ele também ressaltou a falta de informações e recursos disponíveis para as equipes daquela época, em comparação com os dias atuais.
Para o ex-tenista, a realidade era de “atacar o corpo sem dó”. “Quando chegávamos perto dos 30 anos, a frustração de ter que parar de jogar na melhor hora de maturidade era enorme”, completou Meligeni, destacando a pressão de ter que obter resultados antes dos 30.
Visão de longo prazo para João Fonseca
Fernando Meligeni reiterou que a escolha de João Fonseca e sua equipe é “dura, mas necessária”.
Hoje, os atletas buscam estender suas carreiras até os 35 anos ou mais, graças a uma maior consciência sobre o corpo. Exames modernos auxiliam na tomada de decisões sobre riscos, e a tranquilidade financeira é significativamente maior.
Ao optar por não participar da gira asiática, João Fonseca demonstra priorizar a segurança e o cuidado com seu corpo, segundo Meligeni. O comentarista relembrou a Copa Davis, onde Fonseca fez um grande esforço, mas “claramente ele não estava pronto”.
Meligeni apresentou duas alternativas para o atleta após a Davis: “ganhar ritmo e físico nos torneios” ou “cuidar-se, ficar de fora e voltar mais forte”.
A escolha de João e sua equipe, portanto, foi a de buscar uma carreira longa, compreendendo o processo e lidando com os desafios que surgem no caminho.
“Decisão dura, mas, a meu ver, acertada”, concluiu o ex-tenista sobre a estratégia adotada pelo jovem brasileiro.
“Espero fazer um terço do que o Guga fez”, diz João Fonseca sobre ídolo
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