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Quem é Samuel de Mattos, candidato ao governo do Paraná

Radar Olhar Aguçado(há 32 minutos)

Samuel de Mattos (PSTU), 38 anos, é candidato ao governo do Paraná nas eleições de 2026. Professor de ensino médio e agente postal, ele disputa o Palácio Iguaçu pelo PSTU e tem Helena Figueiredo, do mesmo partido, como candidata a vice-governadora.

Nascido em 25 de março de 1988, Samuel de Mattos é filiado ao PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) desde 2015. Antes da disputa pelo governo estadual, ele participou de três eleições. Em 2020, foi candidato a vice-prefeito de Curitiba. Dois anos depois, concorreu a uma vaga de deputado federal pelo Paraná e, em 2024, disputou a Prefeitura de Curitiba.

Em nenhuma delas foi eleito.

Samuel de Mattos declarou R$ 1,035 milhão em bens à Justiça Eleitoral. O patrimônio informado é composto por uma casa em Curitiba, avaliada em R$ 950 mil; um Ford Ka, de R$ 30 mil; e um terreno em Forquilhinha, avaliado em R$ 55 mil.

Samuel de Mattos integra a disputa pelo governo do Paraná em 2026 ao lado de Adriano Funileiro (PCO), Alexandre Salomão (Mobiliza), Luiz França (Missão), Requião Filho (PDT), Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Tayna Miessa (UP).

Propostas

O programa de governo apresentado por Samuel se define como socialista e afirma ter como eixo a ampliação do controle dos trabalhadores sobre a economia e os serviços públicos.

Na saúde, o partido propõe um SUS integralmente público e estatal, com o fim de terceirizações e a reestatização de hospitais e serviços. Também prevê concursos para suprir o déficit de profissionais, ampliação de UPAs, unidades básicas e hospitais regionais e fortalecimento dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial).

Para a segurança pública, o programa defende o fim da Polícia Militar e a unificação das forças policiais em uma instituição civil, além do uso obrigatório de câmeras corporais e descriminalização das drogas.

Na área agrária, estão entre as propostas a expropriação de grandes propriedades e empresas do agronegócio sem indenização, o redirecionamento de subsídios para a agricultura familiar, a demarcação de terras indígenas e quilombolas e a oferta de crédito público aos pequenos produtores.

O plano também defende a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, em escala 4×3, sem redução salarial.

Também há propostas de ampliação de políticas para mulheres, população negra, pessoas com deficiência e população LGBTI+, incluindo a instalação de Delegacias da Mulher 24 horas em todas as comarcas, construção de creches públicas e ampliação de cotas nas universidades estaduais e em concursos públicos.

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