Após vencer o Arnold Classic Ohio, a fisiculturista Wellness Rayane Fogal mira o título da categoria no Mr. Olympia deste ano e afirma estar mais confiante e preparada para ser campeã.
“Até brinco que este ano estou com ‘aura de campeã’, porque está diferente. Minha energia (…) estou mais confiante. Estou trabalhando para vencer”, disse à CNN.
Neste ano, após vencer em Ohio, Rayane venceu o Arnold Classic UK, em Birmingham, no Reino Unido.
“Fiquei muito feliz não só pelo fato de ter ganhado, mas também por ter consolidado ali. Eu ganhei o Ohio e, três semanas depois, ganhei o UK. Isso me trouxe de volta para o jogo de uma forma que tenho certeza de que vou estar dentro do top 3 este ano no Olympia“, afirmou.
Para ela, o primeiro título deu mais confiança porque veio sobre uma atleta que havia ficado à frente dela no Olympia, a dominicana Elisa Alcantara.
Na última edição, a atleta ficou em quarta colocada, atrás de Elisa e das brasileiras Isa Pereira Nunes e da campeã Eduarda Bezerra.
Neste ano, o Mr. Olympia acontece entre os dias 24 e 27 de setembro, em Las Vegas (EUA),e pela primeira vez terá transmissão gratuita.
Preparação mais longa
Em relação a preparação, a atleta afirmou ter iniciado faltando 20 semanas para o Olympia, permitindo uma reta final menos agressiva que em anteriores.
“A preparação está bem tranquila em relação às outras que já fiz em toda a minha carreira (…) está sendo diferente e mais leve justamente porque o volume não é mais um problema”, revelou.
Segundo a mineira, o feedback dos árbitros nos Arnolds indicou que o volume muscular já estava adequado, enquanto o glúteo poderia evoluir mais.
Ela afirma que o volume sempre foi um problema, por sempre precisar diminuir para se encaixar na categoria, sofrendo mais na dieta, no cardio e nos treinos.
“Já estou com o volume dentro do padrão que a categoria pede e, consequentemente, consigo fazer um trabalho melhor para o palco do Olympia”, ponderou.
Após os dois Arnolds, a atleta aproveitou a condição e fez um pequeno off-season, período em que os fisiculturistas focam em ganho de massa muscular para melhorar os pontos fracos do físico, buscando a melhor versão no retorno aos palcos.
“Conseguimos aumentar bastante o volume muscular no glúteo”, lembrou.
Segundo Rayane, os dois campeonatos em sequência a ajudaram porque deu tempo e margem para aproveitar o feedback e trabalhar nos pontos necessários.
Em comparação com a última edição do Olympia, a atleta sente que neste ano, por ter conseguido a vaga mais cedo, em março, houve uma diferença, pois assim teve um tempo de descanso.
“Isso acaba ajudando porque o corpo sofre menos, o físico sofre menos e você se desgasta menos do que quando tem menos tempo e precisa apertar mais a dieta”, disse.
Já em 2025, ela se classificou em agosto, há apenas dois meses do campeonato.
“Então não conseguimos fazer esse tempo de descanso; eu meio que continuei a preparação”, relembrou.
Dieta e treino
Na parte de treino, a atleta tem treinado membros inferiores, divido entre posteriores e glúteo, três vezes por semana e superior uma vez por semana, sendo apenas ombro, e de forma leve.
Segundo ela, o objetivo é apenas manter a definição e não aumentar volume.
“Quando estou mais disposta, prefiro treinar pela manhã, em jejum, e o almoço seria meu pós-treino. Quando estou mais cansada, prefiro fazer uma refeição e, logo em seguida, ir treinar”, conta.
Entretanto, por ser adepta do jejum intermitente, Rayane diz preferir treinar pela manhã durante o período sem refeições.
“Já estou acostumada e até prefiro”, diz.
Sobre a dieta, nesta fase final a atleta alterna entre dias com ciclos de carboidratos.
Ao todo, são três refeições com 150 gramas de legumes, salada de folhas à vontade e 150 gramas de proteína, entre frango e peixe, além de quatro claras de ovos.
Nos dias de carboidrato, ela adiciona arroz branco ou creme de arroz.
“O físico está respondendo bem a essa estratégia e continuo fazendo três refeições por dia”, conta.
“Pressão é privilégio”
Durante a entrevista, a brasileira disse lidar bem com a pressão, declarando que “a pressão sempre existe para quem está no topo”.
“É uma frase que levo para minha vida: ‘Pressão é o privilégio’. Se você está sendo pressionada por algo, é sinal de que está no topo”, disse.
Ainda segundo Rayane, ela disse preferir a pressão, pois dessa forma ela exige mais de si mesma e consigue entregar o melhor em tudo que vá fazer.
“Como falei, o nível vai estar muito alto. As meninas estão super preparadas, estão todas muito bem, mas estou muito confiante devido ao que aconteceu nos dois Arnolds. Isso me trouxe muita confiança”.
“Sinto-me pronta para ser a maior representante da minha categoria”, finalizou.
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