Em entrevista à CNN Brasil, Fabricio Pacholok, treinador de Ramon Dino, comentou sobre a genética privilegiada do atleta. Para ele, as condições físicas combinadas com treinamento correto transformam o acreano em um grande competidor.
“Com certeza, ele tem uma genética absurda. Mas para estar no topo do Mr. Olympia precisa ter genética, disciplina e dedicação. A mudança de mentalidade do Ramon (de 2022 para 2025) é que fez ele ser o campeão que é hoje”, completando em seguida. “Já conversei com o Aceto (preparador físico de fisiculturismo) que trabalhou com grandes genéticas, o Ramon é diferenciado”.
O treinador ainda comentou sobre a funcionalidade física do atleta. Se por um lado a condição genética o favorece para ser o atual campeão do Mr. Olympia, também apresenta algumas adversidades.
“Se ele não estiver com o aporte proteico em 100%, eu sei que ele não vai perder massa muscular igual a outros atletas. Se ele comer um pouco fora, é muito difícil do Ramon engordar. Então ele tem essa questão que favorece muito ele, porém quando a gente chega na fase ali em que ele tem que perder peso, ele é um cara que não perde peso com facilidade. Então essa é a hora que a gente sofre mais”, explicou.
Equilíbrio na rotina de treinamento
Para o especialista em fisiculturismo, Pajé, a genética favorece atletas que conseguem ter uma rotina equilibrada.
“Todo esporte é genética e no fisiculturismo aproveitar bem essa genética é ser inteligente. Não é necessariamente treinar o mais pesado possível ou fazer a maior dieta, porque quando você exagera o corpo não recupera ou perde definição”
Atual campeão do Mr. Olympia, Ramon Dino está em reta final de preparação em busca do bicampeonato do Classic Physique.

