Izadora Cristina Dias da Silva, 31 anos, é candidata ao Governo do Estado de São Paulo nas eleições de 2026 pelo PCO (Partido da Causa Operária). Nascida em Barra Bonita (SP), é a primeira vez que Izadora concorre ao Executivo estadual, já tendo disputado outras duas eleições, em 2020 para vereadora da Capital, e em 2022 para deputada federal pelo estado.
A candidata é estudante de Letras na USP (Universidade de São Paulo) e, de acordo com o partido, é militante do PCO desde 2018 e atua como coordenadora do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo do PCO e colunista do Diário Causa Operária.
Na chapa ao governo, Izadora conta com Nivaldo Orlandi (PCO) como candidato à vice. A postulante não declarou nenhum bem ou patrimônio em seu cadastro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A candidatura de 2026 ocorre com uma proposta que o próprio partido define como um “programa de luta”. O documento afirma que o PCO não participa das eleições para fazer promessas e apresenta a disputa eleitoral como uma tribuna para a defesa do socialismo, da revolução e de um “governo operário”. Por essa razão, o partido não tem uma proposta específica para o estado, mas compartilha o mesmo programa para todas suas candidaturas.
O texto sustenta que as mudanças defendidas pela sigla dependeriam da organização e da mobilização dos trabalhadores, e não apenas do processo eleitoral. O plano reúne 15 pontos e propõe mudanças estruturais na economia, no sistema político e nas instituições do país. Entre as medidas estão aumento emergencial de 50% dos salários e reposição integral das perdas salariais, redução da jornada para até 35 horas semanais sem redução salarial e proibição de demissões.
A candidatura de Izadora foi indeferida pelo TSE e se encontra em prazo recursal. Segundo sua campanha, a candidata irá recorrer até a última instância.
O que faz um governador?
Responsável por comandar o Poder Executivo em cada unidade da federação, o governador é a autoridade máxima do estado e tem como principal atribuição administrar a máquina pública estadual, garantindo o funcionamento de serviços essenciais e a representação política do estado em diferentes esferas.
O Brasil adota o sistema federativo, no qual estados possuem autonomia administrativa e governos próprios. Nesse modelo, o governador exerce a chefia do Executivo estadual e governa com o apoio da Assembleia Legislativa — composta por deputados estaduais responsáveis pela elaboração das leis locais.
Em temas de alcance nacional, a atuação também envolve diálogo com a bancada federal do estado, formada por deputados federais e senadores.

