O Ibovespa cede em meio a novos resultados de pesquisas eleitorais que desenham a expectativa sobre o resultado dos Eleições de 2026. Investidores também acompanham as trajetórias de juros ao redor do mundo, depois de um aumento nas taxas de forma generalizada.
Às 10h14, o principal indicador do mercado de ações no Brasil caía 0,47%, aos 185.118 pontos. Na véspera, o índice subiu 0,24%, a 185.992,03 pontos, chegando a 186.740,72 pontos na máxima do dia.
No pior momento, cravou 183.242,37 pontos, queda de 1,2%.
O dólar, por sua vez, tem alta ante o real, com investidores ponderando os dois leilões cambiais extraordinários do Banco Central, enquanto no exterior a moeda americana subia ante as divisas fortes.
No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,37%, aos R$ 5,1493 na venda.
Às 10h30, o Banco Central vai realiza dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos, no valor total de US$ 1 bilhão.
As operações, que buscam dar liquidez ao mercado à vista, foram anunciadas na noite de quinta-feira (17).
Às 11h30, o BC realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50.000 contratos para 1º de outubro.
O dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira com baixa de 0,25%, aos R$ 5,1392.
Cenário eleitoral
Investidores digerem nesta sexta-feira nova pesquisa Datafolha sobre o cenário eleitoral, enquanto no exterior ações e títulos caíam ao final de uma semana marcada por decisões de política monetária.
O levantamento do Datafolha divulgado na véspera mostrou que a vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno na eleição presidencial de outubro se manteve.
Os números mostram o presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) com 46% e Flávio Bolsonaro (PL), com 44% das intenções de voto no 2º turno da eleição presidencial.
O cenário mostra um empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Brancos e nulos são 8% e indecisos 1%.
O índice se manteve igual ao do último levantamento, em 11 de setembro.
Ainda na agenda nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, palestra no Fórum CEO Brasil a partir das 18h, depois de Lula ter assinado, a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, decreto na quinta para reajustar em 15% os benefícios do Bolsa Família a partir de outubro.
O movimento repercutiu negativamente nos mercados.
Decisões de juros mundo afora
No exterior, a política monetária foi o principal foco nesta semana, enquanto a guerra no Oriente Médio se aproxima da marca de sete meses com poucos sinais de que vá terminar, mantendo os preços do petróleo acima de US$100 por barril e alimentando temores de inflação.
Nesta sexta, o Banco do Japão elevou a taxa de juros para o nível mais alto em 31 anos, a 1,25%, com seu presidente sinalizando que o banco central entrou em uma nova fase voltada a evitar que a inflação ultrapasse sua meta, abrindo caminho para novos aumentos.
A decisão do Banco do Japão encerra a rodada de reuniões dos principais bancos centrais, na qual as autoridades elevaram a retórica mais “dura”.
Na quarta-feira (16), os BCs dos Estados Unidos e Brasil também modificaram a trajetória de juros. O Fed (Federal Reserve) subiu os juros em 0,25 ponto, no primeiro aperto da taxa em três anos. Agora, a banda de referência da autoridade monetária está entre 3,75% e 4%. A decisão foi unânime.
Já no Banco Central do Brasil, os diretores resolveram cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic está agora no patamar de 13,75%. A decisão também foi unânime.
Setembro registrou o maior aumento nas taxas de juros médias entre os países do G10 desde julho de 2023, com quatro bancos centrais elevando os juros e outros sinalizando que poderão precisar fazer o mesmo em um futuro não muito distante.
*Com informações da Reuters

