Marcelo Paz reconheceu publicamente a difícil situação financeira do Corinthians em coletiva de imprensa. O dirigente admitiu que o clube enfrenta uma dívida elevada e que isso impacta diretamente o desempenho esportivo da equipe.
Paz destacou que o Corinthians está há praticamente dois anos sem contratar jogadores. “O último jogador foi o Martínez, que se transformou num transferban”, afirmou. Para ele, esse fato é simbólico da necessidade de mudanças na gestão financeira do clube.
“É até simbólico que a última compra do Corinthians tenha se transformado num transferban. Isso é simbólico de que algo precisa ser melhorado”, declarou.
Impacto no campo e esforço de reestruturação
O dirigente reconheceu que a contenção de gastos tem consequências diretas para o futebol. “É muito difícil você reestruturar financeiramente e conseguir entregar uma performance tão grande”, disse Paz.
Ainda assim, ressaltou que o Corinthians conquistou três títulos em aproximadamente um ano, mesmo em meio às restrições financeiras. Segundo ele, contratar jogadores com salários altos e contratos longos equivale a “botar combustível na dívida”, prática que o clube está deixando de adotar.
Paz traçou um caminho para a recuperação financeira do clube.
“Acho que o caminho é equilibrar as gestões, organizar financeiramente, buscar atrair parceiros”, afirmou. Ele destacou que o Corinthians possui uma marca extremamente forte e uma torcida “absurda e extraordinária”, e que gestores e pessoas competentes espalhadas pelo Brasil poderiam contribuir para tornar o clube mais autossustentável.
“Quem sabe, no futuro de dois, três, quatro anos, o Corinthians voltar a ser uma potência também financeira”, projetou.
Ao encerrar sua fala, Paz foi enfático ao distinguir os dois aspectos do clube.
“O Corinthians é uma potência esportiva, é uma marca extremamente forte, uma torcida absurda, extraordinária, mas hoje não é uma potência financeira”, concluiu. O dirigente reforçou, no entanto, que medidas concretas já estão sendo adotadas para mudar esse cenário.
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