A telenovela “Xica da Silva” completa 30 anos nesta quinta (17), e a história da escrava alforriada no Brasil Colonial segue em alta mais do que nunca, ganhando um novo espaço na Sapucaí.
Após ser o samba-enredo vencedor do Carnaval de 1963 pela Acadêmicos do Salgueiro, a escola vermelha e branca revisita a temática para o desfile do próximo, com tema “Laroyê Xica da Silva: A História por Trás da História”.
A escola se propõe, agora, a dar uma leitura para a personagem história com foco em sua representatividade como liderança, sua força política e perspicácia em se jogar o jogo político. Na letra, o carnavalesco entoa: “Toda mulher tem direito à própria história. Meu salgueiro é a memória que eu voltei para consagrar”.
O desfile contará com as intérpretes da personagem, Taís Araújo e Zezé Motta, que viveram na televisão e no cinema, respectivamente. “É muito importante, porque a novela foi há 30 anos, o filme de 1976, e o desfile do Salgueiro em 1963. De lá para cá, muitas pesquisas saíram sobre a Xica da Silva”, comenta Taís Araújo em fala para a CNN Brasil, no lançamento do documentário da Água de Coco.
Taís lembra que ao longo dos anos, novas pesquisas e registros sobre a figura histórica saíram, dando mais contexto sobre sua vida, para além da versão sedutora e sexualizada que foi feita na ficção. “A gente vai ter a chance de mostrar essa mulher como ela merece ser mostrada: como o ser político que ela era, a mulher estrategista que ela era, que o audiovisual não mostrou esse lado dela”, conclui.
O folhetim homônimo foi o primeiro papel de protagonista na televisão de Taís Araújo, que viveu a ex-escrava ainda menor de idade. Exibida às 21h45 na Rede Manchete, a atriz de 17 anos deu vida a uma personagem ousada, marcada por cenas de nudez, exposição sexual e atos absurdos.
Na trama de ambos os formatos, Xica da Silva é uma escrava que, ao seduzir e conquistar o poderoso Contratador, João Fernandes de Oliveira (Victor Wagner), se torna uma mulher de poder e muito rica.

