Nesta quarta (16), o Santos foi eliminado das quartas de final da Copa Sul-Americana após ser superado pelo Atlético-MG na disputa de pênaltis. Depois de vencer o jogo de ida por 2 a 0, o Peixe foi derrotado para o Galo por 4 a 2 e depois viu a vaga escapar nas penalidades.
Além do fator esportivo, a eliminação também representa um duro golpe nas finanças do clube. A diretoria santista contava com a premiação R$ 4,1 milhões com a classificação, além da possibilidade de uma arrecadação milionária na bilheteria da semifinal. Um eventual título representaria um prêmio ainda maior na casa dos R$ 50 milhões.
Os valores seriam usados para cumprir os compromissos financeiros feitos na última janela de transferências, quando o Peixe contratou nomes como Rodinei, Arthur, Lima, Everton Cebolinha e Philippe Coutinho. Com uma folha salarial inflacionada de quase R$ 30 milhões ao mês, a diretoria teme por um colapso financeiro, já que o clube não possui receitas suficientes para arcar com esse valor.

Dívidas e situação financeira do clube
De acordo com informações da Placar, o Santos deve quantias de direito de imagem aos jogadores, enquanto a próxima parcela tem vencimento para o dia 20 de setembro.
A situação financeira do Peixe é delicada ao ponto de envolver o tratamento do gramado do estádio da Vila Belmiro e do CT Rei Pelé. Sem conseguir investir na reforma do gramado, o clube segue sem pagar a empresa responsável pela manutenção há cinco meses.
Em balanço divulgado pelo Conselho Fiscal na última segunda (14), o segundo trimestre aponta um endividamento superior a R$ 1,2 bilhão.
Para finalizar as últimas contratações, o Santos contou com o apoio da NR Sports, empresa da família Neymar, para quitar uma dívida de R$ 12 milhões junto ao Monaco, da França.

